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SSP e PM investigam ação em que delegado foi baleado por militares; clima fica tenso

Redação AF - |
Foto: AF Notícias
Momento em que militares balearam o delegado da Polícia Civil.

Dois procedimentos foram instaurados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) e pelo Comando Geral da Polícia Militar, respectivamente, para apurar as circunstâncias do episódio ocorrido na manhã deste sábado (28), em Guaraí, quando policiais militares à paisana alvejaram a tiros o delegado de polícia civil Marivan da Silva Souza.

O secretário de Segurança Pública, César Simoni, o delegado-geral da Polícia Civil, Claudemir Luiz Ferreira e o Coronel Glauber de Oliveira Santos, comandante geral da Polícia Militar, se deslocaram imediatamente até o local da ocorrência para prestar apoio aos servidores e acompanhar, de perto, as investigações preliminares.

Os militares envolvidos na ação são lotados em Palmas e estavam em Guaraí numa operação montada para identificar possíveis envolvidos no roubo a um carro-forte, ocorrido na tarde desta última sexta-feira (27), entre Presidente Kennedy e Guaraí.

O delegado Marivan atua em Colméia e estava de passagem numa SW4, branca, e possivelmente foi confundido com assaltante. Ele foi atingido de raspão com três disparos e encaminhado ao Hospital Regional de Guaraí, onde recebeu os cuidados de uma equipe multiprofissional, e, por decisão de sua família, foi transferido para uma unidade hospitalar da capital. Seu estado de saúde é estável.

Os assaltantes também usavam uma camionete SW4, mas o veículo foi incendiado logo após o roubo. Imagens do momento em que o delegado é baleado mostram que os militares estavam à paisana, usando colete preto e um veículo descaracterizado.

O episódio gerou um clima de tensão entre as Polícias Civis e Militar. Várias viaturas das cidades vizinhas se deslocaram para Guaraí.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública e o Comando Geral da Polícia Militar reiteraram o compromisso do Governo em combater o crime e informa que as diligências terão continuidade, até que os autores do roubo ao carro-forte sejam presos e respondam em juízo pelos seus crimes.

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