STJ autoriza 7 inquéritos contra Miranda para investigar corrupção e lavagem de dinheiro

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Governador Marcelo Miranda

Em decisão proferida na manhã desta quinta-feira (12), o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Mauro Campbell Marques autorizou a instauração de sete novos inquéritos para investigar o governador do Tocantins, Marcelo Miranda e sua família, além de empresários e servidores públicos, suspeitos de praticarem crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro público.

O pedido foi formulado pelo Vice-Procurador-Geral da República, Luciano Mariz Maia, ao apresentar denúncia no dia 26 de março contra o governador e seus familiares por fraude em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Também foram denunciados o pai do governador, José Edmar Brito Miranda, o irmão, José Edmar Brito Miranda Júnior, e os empresários Luiz Pereira Martins, Alexandre Fleury Jardim, Rossine Aires Guimarães, Antônio Lucena Barros e Alaor Jual Dias Junqueira.

O ministro mandou notificar todos os denunciados para apresentarem resposta à acusação no prazo de 15 dias. Logo depois decidirá sobre o recebimento da denúncia.

Novas investigações

Já os sete procedimentos investigatórios vão apurar negociações de aeronaves, contratos firmados pelo Estado do Tocantins com o Grupo FECI, WTE Engenharia e MVL Construções.

Ainda, de acordo com o MPF, serão objeto de análise em separado as evidências colhidas durante a Operação Convergência, bem como os fatos relacionados à aquisição do veículo Jeep Renegade, Fazendas Boa Esperança e Itumbiara e a realização de viagem à Europa pelo governador com sua família.

Detalhamento dos novos inquéritos, que vão investigar os seguintes fatos:

a) possível corrupção e lavagem de dinheiro nas negociações com aviões por Marcelo Miranda, José Edmar Brito Miranda, José Edmar Brito Júnior, Almir dos Santos, Ana Lídia dos Santos, Lidiane dos Santos, Antônio Lucena e Luiz Antônio da Rocha.

b) possível corrupção e lavagem de dinheiro com atuação de Marcelo Miranda, José Edmar Brito Miranda, José Edmar Brito Júnior, Alex Peixoto e José Miguel Peixoto envolvendo o GRUPO FECI, não se perdendo de foco as irregularidades na Secretária de Educação e Secretaria de Infraestrutura.

c) possível lavagem de ativos nos respectivos contratos envolvendo a WTE Engenharia com atuação de Marcelo Miranda, José Edmar Brito Miranda, José Edmar Brito Júnior, e Luciano Carvalho Rocha;

d) possível lavagem de ativos nos respectivos contratos e doações eleitorais ilegais envolvendo a MVL Construções por Marcelo Miranda, José Edmar Brito Miranda, José Edmar Brito Júnior, Alexandre Fleury e Marcos Vinícios Lima Ribeiro;

e) possível atuação criminosa (fraude em licitações, corrupção e lavagem de capitais) de Marcelo Miranda, Clenan Renaut, Sérgio Leão e Renan Pereira apurados na Operação Convergência;

f) lavagem de dinheiro relativa ao veículo Jeep Renegade, a qual deve abraçar também as Fazendas Boa Esperança e Itumbiara, tendo como investigados Marcelo Miranda, José Edmar Brito Miranda, José Edmar Brito Júnior, Alexandre Fleury, Tatiane Fêlix e Elmar Borges; e,

g) viagem oficial do Secretário Brito Miranda pela Europa com a família, com possível configuração do crime de peculato cometido por Marcelo Miranda, José Edmar Brito Miranda, Marcelino Mendonça, Maria Da Glória e Marilda Nakane.

Sobre a denúncia

PGR apresenta denúncia no STJ contra Miranda, Brito e empresários por corrupção

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