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Suplente de vereador processa Amastha e quer R$ 46,8 mil por ter sido chamado de ‘assassino’

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Suplente de vereador, Edivardes Gomes, (esq.) e prefeito de Palmas, Carlos Amastha (dir.)

O descontrole do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), rendeu mais um processo judicial. Dessa vez, um pedido de indenização por danos morais no valor de quase R$ 50 mil. Recentemente, Amastha se tornou réu em processo criminal por calúnia e difamação contra um procurador do Município de Palmas.

Na Ação de Reparação Por Danos Morais, protocolada nesta quarta-feira (9), o major aposentado da PM do Tocantins, Edivardes Gomes de Sousa, diz que foi submetido a uma situação vexatória nas redes sociais, no mês de abril desse ano.

O militar diz que está sendo ‘perseguido’ desde o ano passado 2016, quando um cabo da polícia foi à sua residência, como mensageiro de Amastha, perguntando qual o valor necessário para que deixasse de criticar o prefeito e a gestão municipal.

Edivardes diz que recursou a oferta, mas recebeu nova investida, que também foi recusada. “A partir daí, iniciou-se as perseguições do Requerido [Amastha] para com a pessoa do Autor [Edivardes], tentando intimidar, pois através do suborno, não conseguiu calar o Autor”, diz a ação.

Edivardes é suplente de vereador de Palmas e diz que está “em vias de assumir vaga na Câmara Municipal”, mas foi surpreendido com “afirmação difamatória do prefeito Amastha”.

No Twitter, Amastha criticou a possibilidade de Edivardes assumir a Câmara: “Claro movimento do Governo do Estado para levar um assassino confesso à Câmara de Vereadores. Quero estar equivocado. Peço desculpas não sendo”, disse, em postagem no dia 21 de abril.

“A postagem difamatória ‘viralizou’, isto é, ganhou repercussão, como é bem característicos das redes sociais, causando profundo dano na imagem, reputação e honra do Requerente”, diz a ação.

Segundo Edivardes, essa não é a primeira vez que Amastha pratica conduta semelhante em público. Ele cita pelo menos outros quatro processos em razão do que chamou de “irresponsáveis atitudes” do prefeito nos meios virtuais (processos nº 0022510-19.2015.827.2729, 0009620 – 87.2015.827.0000, 0010737-74.2015.827.2729 e 0018655-32.2015.827.2729).

O suplente de vereador pede que Amastha seja condenado por danos morais no valor de R$ 46.850,00. O processo está com o juiz Lauro Augusto Moreira Maia, da 5ª Vara Cível de Palmas.

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