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Suspeito de matar Fabrício Martins continuou levando a vida normalmente mesmo próximo ao corpo

Redação AF - |
Foto: Perfil/facebook
Última postagem de Hiago Pereira no Facebook

Da redação//AF Notícias

Após matar e ocultar o corpo do estudante Fabrício Martins,  o jovem Hiago Pereira da Silva, de 24 anos, continuou levando sua vida normalmente por quase 30 dias, até ser preso pela Polícia Civil no seu local de trabalho, na manhã desta quinta-feira (08). O suspeito continuou trabalhando, fazendo postagens nas redes sociais e tendo seus momentos de lazer. Autor e vítima eram amigos no Facebook e trabalhavam juntos em um frigorífico. As investigações foram conduzidas pelo delegado José Rérisson Macedo.

Amigos de Hiago Pereira relataram que por diversas vezes, após o desaparecimento de Fabrício no dia 19 de maio, estiveram com o suspeito fazendo caminhadas no Parque Cimba, que fica nas proximidades do Córrego Canindé onde o corpo do estudante foi jogado. Segundo relatos, em momento algum ele demonstrou mudança no seu comportamento. Em um desses momentos, um grupo de amigos, a qual Hiago estava incluso, chegou a conversar sobre o desaparecimento do estudante universitário. O crime ocorreu numa residência da Rua Voluntários da Pátria, Bairro São João.

Hiago Pereira também continuou fazendo postagens em sua página no Facebook. Mas depois de ser preso, diversos internautas escreveram centenas de mensagens de ódio e revolta em seu perfil. Sua conta da rede social foi desativada. O AF Notícias consultou a página do jovem antes de ela ser excluída.

“Como você teve coragem de dormir esses dias, com a consciência suja, com esse ato criminoso, vendo a família e amigos sofrendo com dor? Você não sentiu nada? Que você possa pagar pelos seus atos”, disse um internauta. Diversas outras postagens pediram por justiça. Hiago também foi chamado de “assassino” e “covarde”.

Que a justiça seja feita. Você não tinha o direito de tirar a vida do Fabrício dessa forma covarde e cruel”, dizia outro post. O sentimento também foi de surpresa. “Não sei o que deu na sua cabeça para fazer isso. Tento entender, mas não consigo, parecia um cara tão legal, bem despreocupado. Nunca vou entender porque você fez isso”, dizia outra postagem.

Outro internauta também comentou sobre o fato de Hiago Pereira ter continuado levando sua vida normalmente enquanto familiares e amigos de Fabrício Martins estavam desesperados à procura do estudante. “Ainda tem coragem de ficar postando foto no facebook como se nada tivesse acontecido, enquanto a família, amigos e até mesmo quem não conhecia o Fabrício, sofriam com o desaparecimento dele. Tem que sofrer e pagar pelo que fez”, afirmou.

A última postagem de Hiago Pereira em seu perfil foi no dia 05 de junho, dois dias após o corpo do Fabrício Martins ser encontrado. O conteúdo da postagem tem a foto de Hiago e o seguinte texto: “vamos viver tudo que há para viver, vamos nos permitir”.

No dia 20 de maio, um dia após o desaparecimento do jovem, Hiago Pereira também usou as redes sociais para postar uma foto sua jogando vôlei, esporte que praticava com frequência. “Vôlei é tudo de bom”, dizia o título. E em uma mensagem antes do estudante Fabrício Martins desaparecer, mas depois do vídeo já ter sido gravado, Hiago Pereira postou o seguinte texto: “Senhor me ajuda! (sic)”.

O carrinho de mão

AF Notícias também teve acesso exclusivo à foto do carrinho de mão usado por Hiago Pereira para carregar o corpo de Fabrício Martins e jogá-lo no Córrego Canindé. O suspeito afirmou para a polícia que pegou o equipamento com um amigo alegando que seria para carregar areia. O carrinho foi devolvido na manhã do dia seguinte ao crime.

Prisão do suspeito

Hiago Pereira, de 24 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (08). Ele confessou o crime e ainda levou a polícia até a casa onde praticou o homicídio, localizada na Rua Voluntários da Pátria no Bairro São João, próximo ao Centro Espírita.

Ele foi preso no frigorífico onde trabalha. Hiago contou à polícia que praticou o crime sozinho. O motivo teria sido um vídeo gravado por Hiago, por cima da parede do banheiro da empresa, no momento em que Fabrício trocava de roupa. Segundo o acusado, Fabrício estava exigindo R$ 4 mil para não entregá-lo ao Departamento de Recursos Humanos, mas Hiago não conseguiu o dinheiro.

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