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Tocantins e outros 16 Estados cortaram verbas destinadas ao controle de epidemias em 2015

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Mosquito transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya

O Tocantins é um dos 17 Estados brasileiros, além do Distrito Federal e a União, que cortaram gastos com atividades de prevenção e controle de doenças em 2015.

De acordo com um levantamento publicado pela Folha de São Paulo, os cortes afetaram principalmente as ações de controle de doenças como dengue, malária, Aids, tuberculose e hepatite.

Conforme apontado, a queda é maior do que a nos gastos gerais em saúde, que foi de 2%, e ocorreu no ano em que o Brasil teve 1,6 milhão de casos notificados de dengue, com 863 mortes.

Fumacê

Nos Estados, houve cortes de até 85% nas verbas destinadas à vigilância epidemiológica entre 2014 e 2015, conforme dados dos relatórios de execução orçamentária. Esses recursos são voltados à investigação de surtos de epidemias, pesquisas e manutenção de laboratórios.

A verba também pode ser usada em ações de combate direto à doença, como contratação de carros de pulverização de inseticida, o “fumacê”.

A redução atingiu até Estados nordestinos que são epicentro de zika e dengue. Pernambuco, que lidera os casos de microcefalia, reduziu de R$ 33,7 milhões para R$ 24,1 milhões os recursos da vigilância.

Na Bahia, o corte foi de 30%, de R$ 45,3 milhões para R$ 32 milhões. Além da queda de verbas, os Estados nordestinos ainda enfrentaram greve de agentes de controle de vetores, corte nas equipes e falta de larvicida contra o aedes.

O Distrito Federal foi o que mais cortou em 2015, enquanto o Piauí foi o que menos investiu: os relatórios apontam que apenas R$ 10 foram liquidado em vigilância epidemiológica em 2015. No ano anterior, foi ainda pior: zero.

Governo Federal

Com a recessão derrubando as receitas, os desembolsos federais para combater epidemias diminuíram 9,2% –em valores corrigidos e efetivamente pagos pelo Ministério da Saúde, somaram R$ 4,6 bilhões em 2015, ante R$ 5,1 bilhões no ano anterior.

Solicitamos posicionamento do governo do Estado, mas até o fechamento da matéria não tivemos resposta.

                   2014                                                                                                2015

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