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Tocantins implantará gradativamente o novo Ensino Médio; apenas português e matemática serão obrigatórios

Redação AF - |
Foto: Divulgação
O novo formato do Ensino Médio brasileiro foi lançado na tarde dessa quinta-feira, 23, durante cerimônia no Palácio do Planalto

O novo formato do ensino médio brasileiro foi lançado na tarde dessa quinta-feira (22/9), durante cerimônia no Palácio do Planalto. O governador Marcelo Miranda e a secretária de Educação do Tocantins, professora Wanessa Sechim, estavam presentes no evento e garantiram que o sistema de ensino do Tocantins participará ativamente desse processo de mudança.

“Eu acredito que a educação brasileira já deveria, há algum tempo, passar por uma transformação. Esse projeto é uma resposta a esse anseio de mudança, pois aperfeiçoará o nosso ensino médio, de forma que os recursos destinados para essa área serão revertidos em melhores resultados”, destacou o governador Marcelo Miranda.

A secretária de Educação, Wanessa Sechim, esclareceu que a mudança no sistema de ensino será gradativa. “Nós estamos falando de um ensino médio com uma jornada maior, então cada estado analisará a proposta para construir, juntamente com suas equipes, as formas de realizar a implantação. Isso será gradativo, conforme a capacidade técnica, administrativa e financeira de cada estado”, esclareceu.

Principais mudanças

Uma das principais mudanças é a flexibilização do currículo. Atualmente, os alunos cursam 13 disciplinas durante os três anos do ensino médio. Na nova proposta, o 1º ano será dedicado a uma Base Nacional Comum com disciplinas obrigatórias. No 2º e 3º ano, o aluno escolherá as matérias que deseja cursar, conforme suas áreas de interesse.

As disciplinas flexíveis poderão ser escolhidas entre cinco opções: Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática e Ensino Técnico Profissional. Apenas, o ensino da língua portuguesa e de matemática será obrigatório em todos os anos, independente da área escolhida pelo aluno.

Outro ponto de destaque é o aumento na carga horária. A proposta prevê a implantação do ensino médio em tempo integral, com 7 horas diárias. O governo federal investirá R$ 1,5 bilhão, ao longo de dois anos, para implantar as escolas com esse formato nos estados e no Distrito Federal. A expectativa é matricular 500 mil jovens em tempo integral até 2018. A previsão é que ele comece a ser implantado em todo o Brasil no primeiro semestre de 2017.

Disciplinas retiradas

O texto, enviado ao Congresso pelo governo Michel Temer (PMDB) por meio de medida provisória, acaba com a obrigatoriedade de aulas de artes e educação física nessa etapa de ensino –essas duas disciplinas serão exigidas só no infantil e no fundamental.

A atual exigência de espanhol foi retirada, e sociologia e filosofia, hoje obrigatórias, também estão fora do texto.

O governo, porém, diz que essas disciplinas (exceto espanhol) devem fazer parte da base nacional curricular, ainda em discussão e cujos conteúdos serão obrigatórios.

O ensino de língua portuguesa e matemática, porém, será obrigatório nos três anos do ensino médio. Todas as propostas valem para o ensino público e privado do país.

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