Tocantins já registra falta de combustível e motoristas enfrentam filas nos postos

Redação AF - |
Foto: Nielcem Fernandes
Fila de carros para abastecer em posto da Capital do Tocantins

A paralisação nacional dos caminhoneiros, iniciada no último dia 21 de maio, já começou a afetar o abastamento de produtos em supermercados e nos postos de combustíveis em todo o Estado do Tocantins, nesta quarta-feira (23).

A BR-153, principal rodovia federal que corta o Estado, está interditada em pelo menos sete pontos.

Em Palmas, motoristas estão fazendo filas quilométricas em todos os postos da cidade para abastecer os veículos temendo a escassez de combustível. Em alguns deles, o produto já está em falta nas bombas. O mesmo já acontece em Araguaína, a segunda maior cidade.

Alguns frigoríficos foram forçados a paralisar suas linhas de abate e processamento, pois a capacidade de estocagem não consegue suportar a inviabilidade de escoamento da produção.

No Aeroporto da Capital do Tocantins, o combustível só é suficiente para abastecer as aeronaves até esta quarta-feira (23), segundo a Infraero.

Em nota, o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins (Sindiposto) disse que apoia a greve dos caminhoneiros e se posiciona contra o aumento abusivo no preço dos produtos. Confira a nota na íntegra.

Nota Sindiposto – TO

O Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins (Sindiposto) informa que apoia a greve dos caminhoneiros que está acontecendo em todo o País e também no Estado.

Como representantes da classe que trabalha com a revenda de combustíveis somos contra o aumento abusivo no preço dos produtos. Aumento este que prejudica toda a cadeia produtiva e econômica do País. Incluindo os caminhoneiros, empresários e também o consumidor.

A política de preços da Petrobrás fez com que a gasolina acumulasse altas de 12,95%, em maio, e o Diesel somou aumentos de 9,34%, em maio.

Vale ressaltar que a elevada carga tributária que incide sob o produto, a nível federal e estadual, inviabiliza que o preço cobrado nas bombas seja tolerável e assim, é impossível uma redução real.

Queremos deixar claro que o imposto é o verdadeiro vilão. E a proposta do governo federal de zerar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) do óleo diesel terá impacto irrisório no preço do combustível.

Precisamos de medidas que desonerem o produto e permita que o preço para o consumidor final seja justo. Ninguém pode ficar isento dessa luta. Tanto governo federal quanto estadual precisam tomar para si uma solução para a alta carga tributária em cima dos combustíveis, produto que ajuda no desenvolvimento do país. 

Por causa da greve já registramos falta de combustível no Tocantins e sabemos que sem esse recurso, a nação tende a parar. 

Para o Sindiposto-TO a paralisação da classe é um movimento legítimo que reivindica uma causa justa: a redução no preço. O governo não pode, mais uma vez, penalizar mais o cidadão com preços abusivos.

Também salientamos que o Sindiposto-TO é contra o aumento do preço em decorrência da grande demanda. Reajuste do preço por conta da possibilidade de falta do produto é crime. 

No mais, esperamos que este protesto, que é de grande importância para as transformações no País e que tem o nosso apoio, conquiste o que se propõe.

Confira o vídeo:

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