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Tocantins tem apenas 62 delegados para atender em mais de 110 delegacias

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Complexo de Delegacias de Polícia Civil de Araguaína

Cento e quatorze Delegacias de Polícia para um total de 62 delegados. Este é o quantitativo de profissionais trabalhando nas DP’s do interior do Tocantins. Os dados são de um levantamento realizado pela Comissão dos Candidatos Aprovados no último concurso público para o cargo de Delegado de Polícia Civil do Estado do Tocantins.

Conforme a pesquisa, atualmente 15 delegados respondem por mais de duas delegacias. No caso da cidade de Tocantinópolis, há a maior acumulação de comarcas, há apenas um profissional atuando em cinco unidades diferentes (Tiago Daniel de Moraes). Apenas em Araguaína, seis delegados estão cumulando pelo menos por duas cidades.

No caso da Capital, os números também são preocupantes. Apesar de haver um delegado por delegacia (número considerado insuficiente em alguns casos), há dois profissionais trabalhando em regime de acumulação de unidades (Gladys Graciela Cury e Vinícius Mendes de Oliveira).

De acordo com o levantamento, a maioria das DP’s abrange a cidade-sede e as circunscrições que compõem a respectiva comarca, de modo que, quando seu atendimento é precário, toda a população sente os efeitos negativos da falta de contingente.

Segundo o levantamento, se cada delegado no Tocantins fosse responsável por apenas uma delegacia, 52 unidades do interior não teriam nenhuma autoridade policial (o que representa 46% do total das DP’s).

A realidade da falta de contingente policial é confirmada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol-TO). Conforme números da entidade, atualmente o Estado tem 14 regionais e 1258 policiais civis trabalhando, porém, deste total, cerca de 350 estão cedidos para a Secretaria de Cidadania e Justiça do Tocantins.

O Sindicato também relatou que o problema acontece não apenas com os delegados, mas em outros cargos, já que existem várias ações judiciais, inclusive, a pedido do Ministério Público Estadual para resolver o problema da lotação de policiais, já que em muitas delegacias há apenas um agente para fazer investigação, além das demais atividades e o ideal para o desempenho de todas as atividades policiais é que nos plantões, em delegacias de pequeno porte, haja no mínimo três servidores.

Assim como toda a população vem aguardando, em nota, o Sinpol-TO afirmou que espera a posse imediata dos candidatos aprovados no concurso da Polícia Civil e o retorno dos policiais civis que estão cedidos para a Cidadania e Justiça, como forma de amenizar o problema.

Para o candidato Júlio César Ribeiro, aprovado no certame para o cargo de Delegado, convocar os aprovados significa a garantia e o compromisso do governo estadual para com a segurança pública do Tocantins.

“Com mais profissionais trabalhando nas delegacias, no atendimento às vítimas, nas investigações e na conclusão das ocorrências registradas é evidente que o número de crimes irá diminuir. A população quer segurança e isso só vai acontecer se o governo convocar os candidatos aprovados e sanar o déficit de policiais civis atuando hoje para garantir a segurança da população. Queremos trabalhar, queremos contribuir, o Tocantins precisa disso”, finaliza Júlio.

Foto: Divulgação
Delegados lotados em Araguaína.

 

 

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