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Tocantins tem déficit de 1.165 policiais civis; com concurso já homologado, aprovados aguardam nomeação

Redação AF - |
Foto: Divugalção
Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP)

O resultado final do concurso público da Polícia Civil foi homologado na semana passada, com a classificação e nota dos aprovados devidamente publicadas no Diário Oficial com decreto assinado pelo governador Marcelo Miranda.

Desta forma, os candidatos aprovados no certame destinado ao provimento de vagas e à formação de cadastro reserva para os cargos de Delegados de Polícia, Agente de Polícia, Escrivão de Polícia, Papiloscopista, Agente de Necrotomia, Médico Legista, e Perito Criminal – todos da Polícia Civil, aguardam agora a nomeação e a posse, ainda sem data prevista.

Enquanto de um lado eles esperam ansiosos a convocação para começar a trabalhar, de outro, a população anseia a chegada desses novos policiais que entrariam para a corporação como um reforço importante no quadro da segurança pública do Tocantins.

Segundo levantamento realizado pela própria comissão de candidatos aprovados, com base em dados do Portal da Transparência, o ‘Defasômetro da Polícia Civil’ apresenta, hoje, um déficit total de 1165 policiais civis no estado do Tocantins.

De acordo com as estatísticas, o cargo de escrivão de polícia é que apresenta maior déficit, com 56,74% de carência de profissionais. São 571 cargos abertos, segundo determinação do próprio governo, mas apenas 247 ocupados. Com base no levantamento, os cargos de agente de polícia e delegado de polícia também não ficam atrás na falta de efetivo, apresentando um déficit de 54,08% e 50,41% profissionais, respectivamente.

No caso dos agentes, são 932 cargos previstos em lei, com uma ocupação atual de 428 e uma vacância de 504. Para delegado de polícia são 244 vagas e 121 ocupadas. No concurso foram abertas 131 vagas.

Seguindo o balanço realizado pela comissão está o cargo de perito criminal, que tem atualmente 132 peritos na ativa e um déficit de 85, o que representa uma defasagem de 39,17% profissionais. No certame, foram aprovados 80 peritos, incluindo 16 para o cadastro de reserva.

No caso dos cargos de agente de necrotomia, papiloscopista e médico legista o déficit chega a 34,02%, 34,03% e 33,70%, respectivamente.

Os números podem parecer complicados, mas o significado é um só: a confirmação da carência de policiais civis nas ruas investigando os crimes e ajudando a punir a violência que vem assolando o Tocantins e sua sociedade.

Uma realidade que poderia ser diferente. Afinal, desde 2014 mais de 500 candidatos aprovados no concurso aguardam a finalização do certame que foi realizado ainda no mês de julho daquele ano.

Ao todo, aproximadamente 16 mil candidatos fizeram as provas da primeira fase. Já a segunda etapa foi realizada no segundo semestre do ano passado, com o curso de formação.

Na opinião de um dos aprovados no concurso para o cargo de perito criminal, Joel Oliveira, a demora para nomeação prejudica não apenas os candidatos que investiram tempo, dinheiro e dedicação para serem aprovados, mas toda a população, que com a convocação destes profissionais, poderia exercer seu direito de ir e vir, sem se preocupar em ser vítima de algum crime.

“O quadro efetivo de todos os cargos estão muito defasados, a ponto de comprometer, seriamente, a prestação da segurança publica à população. A demora para nomear e colocar os aprovados em serviço acarreta prejuízos à população, tendo em vista que o Estado custeou a formação de todos os aprovados e, até agora, o cidadão ainda não pode contar com esse reforço para a sua segurança. Segurança Pública é essencial e nós estamos ansiosos para começar a trabalhar pela sociedade tocantinense”, afirma Joel.

O aprovado ao cargo de delegado, Anderson George de Lima Casé, concorda com Joel. Para ele, além da expectativa dos candidatos há a importância da nomeação para completar o quadro da Segurança Pública no Estado, o que como consequência, auxiliará e muito o combate ao crime no Tocantins.

“Nós sabemos que o nosso trabalho vai ajudar na diminuição da criminalidade. Além do mais, estamos devidamente qualificados com um excelente curso de formação e por isso estamos aptos para contribuir para transformar nossa sociedade mais segura”, finalizou Anderson.

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