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Três policiais suspeitos de envolvimento na morte do advogado Danillo Sandes chegam em Araguaína

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Suspeitos são apresentados no Complexo de Delegacias de Araguaína

Dois militares e um ex-policial do Estado do Pará, suspeitos de participação na morte do advogado Danillo Sandes Pereira, de 30 anos, foram presos nesta quinta-feira (21) em Marabá, em cumprimento a mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça tocantinense. Todos já foram recambiados para Araguaína.

O primeiro deles chegou no final da tarde no helicóptero da Secretaria de Segurança Pública, identificado como Rone Marcelo Alves Paiva. Já os outros dois, Wanderson Silva de Sousa e João Oliveira dos Santos Júnior, chegaram durante a noite escoltados por viaturas da Polícia Civil do Tocantins.

Rone e João Oliveira fazem parte do 4º Batalhão de Polícia Militar de Marabá. Já Wanderson foi expulso da corporação por envolvimento em outro crime.  A Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços dos suspeitos.

Segundo a Polícia Civil, um deles ainda tentou fugir durante o cumprimento dos mandados, mas acabou se envolvendo em um acidente.

Os três teriam sido contratados pelo farmacêutico Robson Barbosa Santos, de 32 anos, acusado de ser o mandante do crime. Robson foi preso no final de agosto, também em Marabá. Em sua residência a polícia encontrou um arsenal com oito armas e muitas munições.

RELEMBRE

Foto: Divulgação
Advogado de Araguaína, Danilo Sandes.

O advogado Danillo Sandes foi executado com dois tiros na nuca, no dia 25 de julho. As investigações apontam que a vítima saiu de casa na manhã em que desapareceu afirmando que iria para o município de Filadélfia, onde havia marcado um encontro, por telefone, com supostos clientes. Ele então estacionou sua moto em frente ao Posto de Saúde do Setor Jardim das Flores e entrou em um automóvel, onde se sentou no banco dianteiro, não sendo mais visto em vida.

O corpo foi localizado apenas cinco dias depois, em uma chácara a 18 quilômetros de Araguaína, em estado avançado de decomposição.

Segundo a Polícia Civil, o crime foi motivado pela recusa do advogado em ocultar patrimônio dos demais herdeiros em um processo de inventário, em que Robson seria beneficiado. A herança está estimada em R$ 7 milhões.

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