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TSE mantém condenação de Marcelo Lelis, que fica inelegível até ano de 2020

Redação AF -

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite desta terça-feira (15), manteve a condenação de Marcelo Lelis (PSB) que o proíbe de disputar qualquer eleição até o ano de 2020. Ele disputou as eleições para a prefeitura de Palmas contra Carlos Amastha em 2012.

Marcelo Lelis havia sido condenação pela prática de abuso de poder econômico decorrente de gastos excessivos com contratação de cabos eleitorais e combustível na campanha, incidindo a sanção de inelegibilidade pelo período de oito anos a contar de 2012.

Eleito pelo PP na época e hoje presidente estadual do PSB, Carlos Amasta ressaltou que a decisão do TSE é um “marco pela lisura do processo eleitoral”. “A decisão do TSE é mais uma prova que as eleições devem ser disputadas com lisura e sem uso excessivo do poderio econômico“, disse. Amastha venceu o pleito com 59.680 votos (49,65% dos votos válidos); Lélis teve 51.979 (43,24%).

Esta é a terceira derrota na Justiça de Lelis neste processo. Ele foi condenado no dia 14 de agosto de 2013 pelo juiz da 29ª Zona Eleitoral, Marcelo Faccione, atendendo pedido do Ministério Público Eleitoral. No ano seguinte, mais precisamente em 24 de junho de 2014, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) manteve a decisão por 4 votos a 2.

Gasto exorbitante 

De acordo com a prestação de conta do candidato derrotado, seus gastos foram o dobro do eleito, Carlos Amastha. Na própria sentença, o juiz Marcelo Faccioni considerou o valor de R$ 8.299.917,43 “exorbitante”. Desse total, conforme a própria sentença em primeira instância, R$ 3,8 milhões foram com contratação de mais de 5 mil cabos eleitorais. A campanha do então candidato do PV gastou ainda R$ 400 mil apenas em combustível. Em decorrência destes crimes, o candidato derrotado em 2012 teve rejeitado pelo próprio TSE o registro de sua candidatura como vice na chapa de Marcelo Miranda, nas eleições estaduais de 2014.

“Voto se ganha com a melhor proposta e o melhor projeto, com ideias e credibilidade. O TSE reforça, com a sentença desta terça-feira, que é errado contratar mais de 5 mil pessoas sob o pretexto de serem cabos eleitorais, mas que na verdade a intenção era comprar o voto“, finalizou Carlos Amastha que, mesmo com a vitória, na época moveu Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra o adversário.

 

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