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Unitins inicia novos experimentos com defensivos alternativos para controle da mosca branca

Agnaldo Araujo - |
Foto: Ascom
Unitins inicia novos experimentos com defensivos alternativos para controle da mosca branca

Os resultados obtidos com uso do alho, água e barbatimão como defensivos alternativos para controle da mosca branca já serão apresentados durante a 16ª Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins), que acontecerá de 3 a 7 de maio, no Centro Agrotecnológico de Palmas. Esses produtos são as bases dos novos compostos produzidos por pesquisadores da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins) e que começaram a ser aplicados em mudas de pimentão e berinjela no viveiro do Complexo de Ciências Agrárias (CCA) da instituição.

A professora e pesquisadora Roberta Zani da Silva, coordenadora do projeto Controles de Insetos por Defensivos Alternativos, explica que a mosca branca está sendo a grande praga da olericultura nos últimos anos. Ela conta que o inseto era controlado por um fungo, mas que o excesso de agrotóxico na cultura da soja acabou por exterminá-lo, o que deixou a mosca praticamente sem predadores. “O que vemos são os produtores usando inseticidas que não têm indicação para olericultura e que, portanto, não sabemos o período de carência. Então, o que queremos é desenvolver um controle com defensivo natural, que não traga prejuízos à saúde”, destacou, acrescentando que antes a mosca branca aparecia com mais intensidade só no período de estiagem, mas que isso também mudou.

O inseto se alimenta da seiva da planta, o que a torna mais fraca, e transmite toxinas, além de liberar substância açucarada que permite o desenvolvimento da fumagina.

Roberta explicou que o alho já havia sido testado em plantas no campo e que os resultados foram positivos, e agora pela primeira vez está sendo usado em mudas no viveiro. Os pesquisadores da Unitins também têm avaliado a eficácia da urina de vaca para o combate do inseto.

Experimento

Antes da aplicação dos novos compostos, folhas das plantas foram coletadas para que se examine o percentual de infestação da praga. Uma semana depois da aplicação nova análise será feita. O projeto tem coautoria de duas estudantes do curso de Engenharia Agronômica – Andreia Shizue Ichikawa, do 5º período, e Maísa Fernandes, do 9º período. Enquanto elas aplicavam os produtos foi possível perceber a presença de dezenas de moscas no viveiro.

Andreia e Maísa são bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic). A primeira desenvolve o projeto Efeitos de extratos aquosos sobre insetos pragas na cultura do pimentão enquanto a segunda estudante trabalha com o Controle Alternativo de mosca branca em berinjela.

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