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Vaqueiro preso no Tocantins confessa que matou dois procuradores em Mato Grosso, pai e filho

Redação AF -
Vaqueiro confessa que matou procuradores estaduais e fugiu para o Tocantins.
Vaqueiro confessa que matou procuradores estaduais e fugiu para o Tocantins.

A Polícia Civil do Tocantins prendeu o vaqueiro José Bonfim Alves de Santana, nesta terça-feira (13), em Colinas, suspeito de ter assassinado os procuradores estaduais Saint-Clair Martins Souto e Saint-Clair Souto, pai e filho, respectivamente, que desapareceram em Vila Rica, a 1.276 km de Cuiabá, na última sexta (9/9). Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, ele é gerente da fazenda de propriedade dos procuradores naquele município.

Em depoimento à polícia tocantinense, José Bonfim disse que trabalhava como vaqueiro para a família dos procuradores e em detalhes confessou que teria matado pai e filho a tiros, com um revólver cal. 38. Depois de matar os advogados, o homem fugiu para o Tocantins. O primeiro a ser assassinado foi o pai quando ele o chamou para ir até o pasto ver os gados e atirou contra a vítima. Em seguida foi até a sede da fazenda, onde estava o filho, dizendo que o senhor Saint-Clair Martins estava passando mal. Chegando no local o vaqueiro conta que também matou o filho.

O vaqueiro foi preso em Colinas por porte ilegal de arma de fogo e por estar com um mandado de prisão temporária em aberto, que havia sido expedido pela Justiça de Mato Grosso.

(Foto: Reprodução/Facebook)
Saint-Clair Souto (à esquerda) e Saint-Clair Martins Souto (à direita) desapareceram em MT

A caminhonete que seria usada pelos procuradores foi encontrada pela polícia abandonada em uma estrada no município, sem sinais de arrombamento ou violência.

Segundo o delegado titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (GCCO), Flávio Henrique Stringueta, a suspeita é de que o vaqueiro estaria desviando gado da fazenda dos procuradores e que as vítimas já haviam descoberto a ação e iriam demiti-lo.

Saint-Clair Martins Souto, de 78 anos, é procurador aposentado no Distrito Federal e Saint-Clair Souto, de 38 anos, atua na Procuradoria-Geral do Rio de Janeiro. A família comunicou o desaparecimento dos procuradores na segunda-feira (12), após ambos não retornarem para Brasília, como previsto. Ambos possuem uma fazenda no município de Vila Rica, na divisa com Pará e Tocantins, em uma região conhecida por problemas fundiários.

O suspeito será recambiado para o Mato Grosso, onde ficará à disposição da Justiça.

História

Amigos informaram que Saint’Clair Diniz Souto, 38, era um homem zeloso com o trabalho e com a família. Ele terminou um mestrado em direito recentemente e é pai de três filhos pequenos. Além do cargo no escritório local da Procuradoria do Rio de Janeiro, ele trabalha com o pai em um escritório de advocacia no Lago Sul. Saint’Clair Martins Souto, 78 anos, é procurador aposentado do Distrito Federal e foi prefeito de Unaí (MG), onde a família também tem uma propriedade agrícola.

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