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Vereadora comenta distribuição de casas em Araguaína: “é preciso ser correto, pois o crime não compensa”

Redação AF -
Foto: Divulgação
Vereadora diz que coordenou programas, mas não houve qualquer desvio de conduta durante sua gestão.

As denúncias de suposta fraude no Programa Habitacional Minha Casa Minha Vida, em Araguaína (TO), já provou manifestações por parte de membros do Poder Legislativo Municipal, a quem cabe fiscalizar os atos do Executivo. Conforme apurado, servidores públicos da Secretaria Municipal de Habitação negociavam a venda de casas por R$ 5 mil cada. A Polícia Federal já abriu investigação.

A vereadora Rejane Socorro Vieira Ribeiro (DEM) foi a primeira parlamentar a se manifestar publicamente sobre o suposto esquema. Em sua página numa rede social, a parlamentar afirmou que “é preciso ser correto com as coisas públicas”.

Rejane lembrou que coordenou a distribuição de mais de 400 “Cheques Moradias” e de 932 casas do Programa Minha Casa Minha Vida e “pode afirmar que não houve desvio de conduta em nenhum dos programas, por entender que o crime não compensa”.

“Através do Instituto Social Reciclar, coordenei a distribuição de mais de 400 cheques moradias no primeiro governo Marcelo Miranda com valores aproximados de mais de R$ 1 milhão. Já no governo do prefeito Valuar Barros e com o apoio do Secretário Jota Patrocínio estive como ordenadora do programa Minha Casa Minha Vida onde 932 casas foram entregues no Bairro Vila Azul, com valores superiores a R$ 40 milhões, e posso afirmar que em nenhum desses programas houve qualquer desvio de conduta nem por minha pessoa, nem por parte dos meus colaboradores, isso tudo por entender que o crime não compensa e por que sei que existe um ser superior em quem acredito, Deus”, postou a vereadora.

Entenda

Após denúncias, a Prefeitura descobriu um suposto esquema de venda ilegal de casas na Secretaria Municipal de Habitação envolvendo servidores públicos, entre eles uma assistente social. O caso foi levado ao Ministério Público Federal, que requisitou investigação por parte da Polícia Federal.

Segundo apurado pelo AF Notícias, cerca de 40 imóveis teriam sido comercializados, mas não foram entregues aos compradores devido o esquema ser descoberto antes que o negócio se concretizasse. Vários servidores já foram exonerados.

No último dia 19 de abril, a assistente social prestou depoimento na Polícia Federal e relatou detalhes sobre o suposto esquema. Outras pessoas ainda serão intimadas a depor.

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