Vereadores acusam prefeita de usar máquina pública em obra do pai em Xambioá

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação

Márcia Costa//AF Notícias

O Ministério Público Estadual instaurou um inquérito para apurar denúncia de que a prefeita de Xambioá, Patrícia Evelin, teria utilizado uma máquina pública para realizar obra na residência do pai, Francisco Evelin.

A denúncia foi apresentada ao MPE pelos vereadores Raimundo Fidelis Oliveira Barros e Antônio Albertino de Oliveira Pereira. Segundo eles, a prefeitura utilizou um trator para transportar pedras, areia e madeiras para a residência do pai da prefeita em janeiro deste ano. O objetivo era construir uma área de lazer às margens do Rio Araguaia.

O AF Notícias teve acesso a um vídeo, repassado ao MPE, que mostra funcionários da Prefeitura trabalhando na obra particular, entre eles o engenheiro Hildebrando Rocha, que estaria inspecionando a obra.

O vereador Eudo Pereira flagrou a ilegalidade. “Quando souberam que eu tinha filmado e que os vereadores iriam denunciar, eles [pessoal da prefeitura] tentaram maquiar o caso, pegando os materiais para construção que já haviam deixado na residência do pai da prefeita para colocar em outro lugar”, afirmou o parlamentar

Segundo o vereador, alguns materiais de construção usados na obra também seriam pertencentes à Prefeitura de Xambioá.

O inquérito foi instaurado pela promotora Laryssa Santos Machado Filgueira, no dia 12 de julho de 2018.

O OUTRO LADO

Em nota, a Prefeitura disse que há “patente equívoco dos vereadores” na denúncia, já que os materiais foram levados para uma área próxima à residência do pai da prefeita objetivando realizar reparos na parede de proteção da Avenida Araguaia, que fica às margens do rio.

“Como tratava-se de materiais com valor pecuniário, temeu-se que ficassem às margens da obra, sem nenhuma segurança. Optou-se, desta forma, em deixar os materiais dentro da propriedade de um munícipe de confiança, qual seja, o Sr, Francisco Evelin, com vistas a facilitar o trabalho e garantir a segurança dos materiais”, diz a nota.

Ainda segundo a prefeitura, todo o material foi utilizado na reparação da parede de contenção da avenida. “Não houve qualquer ato ilícito, mesmo porque todo o material foi devidamente utilizado na reparação da parede de contenção. Ao contrário, a municipalidade economizou, pois não necessitou locar local, contêiner, ou afins próximo a obra, tampouco necessitou de guarda para vigiar o material”, acrescentou.

Conforme a nota, os vereadores possuem ‘interesses políticos’ diversos dos da gestora, provocando ‘devaneios ou interpretações errôneas’ dos atos do Poder Público. “As diferenças políticas não poderiam ser fatos ensejadores de denuncismos, pois fogem do caráter republicano da atividade fiscalizatória”, finaliza a nota.

Veja o vídeo

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