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Abordagem da ideologia de gênero nos livros didáticos gera protestos de padres e pastores em Araguaína

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Plenário da Câmara municipal de Araguaína

Adailton Santana //Página Gospel

O auditório da Câmara Municipal de Araguaína (TO) ficou pequeno para o numeroso público que compareceu ao local, na tarde desta terça-feira (2), para protestar contra a ideologia de gênero, assunto abordado nos novos livros escolares enviados pelo Ministério da Educação (MEC) às escolas públicas. O Congresso Nacional, a Assembleia Legislativa do Tocantins e a Câmara dos Vereadores votaram contra a inserção do tema nos livros didáticos, mas o Governo Federal insistiu.

O vereador Terciliano Gomes (SD) disse que fez pesquisas nos livros escolares atuais e identificou assuntos relacionados à ideologia de gênero, abordados de “maneira sutil”, porém direta, em um livro do 5º ano do Ensino Fundamental. Em um dos trechos, o sexo é abordado claramente, mesmo o livro sendo direcionado a crianças com idade de até 10 anos.

O Conselho de Pastores de Araguaína foi representado, na solenidade, pelo seu presidente apóstolo Bueno Júnior, que se posicionou a favor dos valores da família. “Nós não podemos ter uma sociedade impositiva. Em nome da liberdade, estão trazendo a ditadura da ideologia de gênero e isso não podemos aceitar. Se foi rejeitado nas esferas federal, estadual e municipal então agora aparece como um conteúdo provável que pode ser aceitado ou não. Isso é uma maneira de subestimar a nossa inteligência. O problema é que o estado deixa de cumprir suas respostas sabilidades e quer entrar na responsabilidade que é nossa, dos pais”, discursou o líder.

Já o padre Gilvan Elesbão reafirmou a postura da Igreja Católica em relação ao assunto e fez uma recomendação aos pais. “Diante da ideologia de gênero que foi inserida no contexto de ensino/aprendizagem, da segunda fase do ensino fundamental, a Igreja Católica se coloca veementemente contra. Eu convido aos nossos pais, sejam católicos ou evangélicos, que peguem os livros que chegarem nas mãos das nossas crianças, identifiquem essas páginas sobre educação e moral sexual, leiam e vejam se concordam com o que está lá. O que posso dizer neste momento é que a igreja é contra, por causa da ideologia que está por trás dessa proposta”, disse o padre.

“Os 17 vereadores de Araguaína votaram contra a ideologia de gêneros (no contexto escolar). Nós não aceitamos esse tema e isso foi bem discutido entre a comunidade. Então, dentro da educação municipal, votamos contra esse tema. Portanto, se isso está acontecendo, a Câmara Municipal não concorda, nem a secretaria de educação e também o prefeito não concorda”, reafirmou o vereador Aldair da Costa (Gipão), líder do prefeito na casa de leis do município.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) enviou uma representante à reunião e ressaltou seu apoio à democracia, além de declarar sua sujeição ao MEC. “Enquanto técnica da secretaria eu posso garantir que a nossa postura é uma postura de orientar, de acordo com o que preconiza o Ministério da Educação, pois temos uma hierarquia. Em nenhum momento a gente tem a pretensão de desconstruir, pelo contrário, nós defendemos a família sem nenhuma reserva e, dessa forma, todos temos a liberdade, dada pelo próprio Estado, de escolher, para chegarmos a um conteúdo didático que melhor atenda a realidade de cada escola“, disse Luzinete, técnica da Semed.

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