DNIT foi acionado novamente após laudos apontarem fragilidade estrutural.
Notícias do Tocantins - O deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO) intensificou a cobrança por providências imediatas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) diante dos problemas estruturais identificados na ponte sobre o Rio Araguaia, em Araguatins, na BR-230. Nesta terça-feira, 14, o parlamentar esteve com o diretor-geral do órgão, Fabrício Galvão, a quem entregou novo ofício reforçando medidas urgentes de segurança na estrutura.
A atuação do deputado ocorre após a confirmação, em relatórios técnicos já enviados anteriormente ao parlamentar, de indícios de desgaste e perda de rigidez na ponte, o que elevou o nível de preocupação sobre a segurança da travessia entre Tocantins e Pará.
Cobrança reforça medidas emergenciais
No novo documento apresentado ao DNIT, Ricardo Ayres cobra uma resposta mais dura e imediata do órgão federal, com foco na prevenção de riscos e na preservação da estrutura.
Entre as principais exigências estão:
Reforço imediato da fiscalização de peso sobre a ponte
Adoção de ações emergenciais de revitalização da estrutura
Avaliação de intervenções provisórias de reforço estrutural
Ampliação da sinalização e comunicação aos usuários
Definição de cronograma para execução das medidas
Segundo o parlamentar, as medidas são indispensáveis diante dos sinais de comprometimento já apontados em análises técnicas.
Relatórios apontam limitações e sinais de desgaste
Em respostas anteriores a requerimentos feitos por Ricardo Ayres em dezembro de 2025 e março de 2026, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que a ponte pode seguir em operação, desde que respeitadas restrições rígidas de tráfego.
As regras atuais incluem:
Limite de 8,5 toneladas por eixo
Peso bruto total de até 53 toneladas
Restrição para veículos com mais de seis eixos
Proibição de cargas especiais
Mesmo com a liberação condicionada, estudos técnicos preliminares indicam redução da rigidez estrutural da ponte e possíveis problemas na qualidade do concreto. Uma nota técnica complementar aponta que a estrutura apresenta rigidez cerca de 8% inferior à prevista em projeto, além de sinais de degradação, como esfarelamento do concreto e exposição de armaduras.
DNIT mantém monitoramento e amplia restrições
Diante do cenário, o DNIT reforçou que o tráfego de veículos pesados segue sob restrição preventiva na ponte da BR-230, com o objetivo de preservar a estrutura e evitar agravamento dos danos.
O órgão também orienta que veículos com mais de seis eixos busquem rotas alternativas entre Tocantins, Pará e Maranhão.
Para reduzir impactos logísticos, foram definidas quatro rotas alternativas:
Rota 1 – BR-153 com travessia Xambioá (TO) – São Geraldo do Araguaia (PA)
Percurso totalmente pavimentado, sem restrição de carga na travessia da ponte.
Rota 2 – Buriti do Tocantins com travessia por balsa
Inclui uso de balsa no Rio Tocantins e trecho não pavimentado até conexão com a MA-125.
Rota 3 – Desvio por Esperantina (TO)
Travessia por balsa no Rio Araguaia, com trecho não pavimentado e acesso à TO-010.
Rota 4 – Desvio pelo Maranhão
Alternativa totalmente pavimentada via BR-010, MA-125 e BR-222, sem uso de balsa.
O DNIT afirma que equipes técnicas seguem monitorando continuamente a estrutura e que novas atualizações poderão ser divulgadas conforme o avanço das avaliações.
Pressão política por solução definitiva
Com a nova cobrança, Ricardo Ayres reforça o alerta para a necessidade de ações mais rápidas e estruturais, diante do aumento da circulação de cargas na região e do papel estratégico da ponte para o escoamento entre Tocantins, Pará e Maranhão.