BR-230

Com sinais de desgaste, ponte no Rio Araguaia entra em alerta e deputado pressiona DNIT

DNIT foi acionado novamente após laudos apontarem fragilidade estrutural.

Por Redação 1.956
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15/04/2026 08h45 - Atualizado há 4 semanas
Ponte na BR-230, sobre o Rio Araguaia, entre o Tocantins e Pará

Notícias do Tocantins - O deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO) intensificou a cobrança por providências imediatas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) diante dos problemas estruturais identificados na ponte sobre o Rio Araguaia, em Araguatins, na BR-230. Nesta terça-feira, 14, o parlamentar esteve com o diretor-geral do órgão, Fabrício Galvão, a quem entregou novo ofício reforçando medidas urgentes de segurança na estrutura.

A atuação do deputado ocorre após a confirmação, em relatórios técnicos já enviados anteriormente ao parlamentar, de indícios de desgaste e perda de rigidez na ponte, o que elevou o nível de preocupação sobre a segurança da travessia entre Tocantins e Pará.

Cobrança reforça medidas emergenciais

No novo documento apresentado ao DNIT, Ricardo Ayres cobra uma resposta mais dura e imediata do órgão federal, com foco na prevenção de riscos e na preservação da estrutura.

Entre as principais exigências estão:

  • Reforço imediato da fiscalização de peso sobre a ponte

  • Adoção de ações emergenciais de revitalização da estrutura

  • Avaliação de intervenções provisórias de reforço estrutural

  • Ampliação da sinalização e comunicação aos usuários

  • Definição de cronograma para execução das medidas

Segundo o parlamentar, as medidas são indispensáveis diante dos sinais de comprometimento já apontados em análises técnicas.

Relatórios apontam limitações e sinais de desgaste

Em respostas anteriores a requerimentos feitos por Ricardo Ayres em dezembro de 2025 e março de 2026, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que a ponte pode seguir em operação, desde que respeitadas restrições rígidas de tráfego.

As regras atuais incluem:

  • Limite de 8,5 toneladas por eixo

  • Peso bruto total de até 53 toneladas

  • Restrição para veículos com mais de seis eixos

  • Proibição de cargas especiais

Mesmo com a liberação condicionada, estudos técnicos preliminares indicam redução da rigidez estrutural da ponte e possíveis problemas na qualidade do concreto. Uma nota técnica complementar aponta que a estrutura apresenta rigidez cerca de 8% inferior à prevista em projeto, além de sinais de degradação, como esfarelamento do concreto e exposição de armaduras.

DNIT mantém monitoramento e amplia restrições

Diante do cenário, o DNIT reforçou que o tráfego de veículos pesados segue sob restrição preventiva na ponte da BR-230, com o objetivo de preservar a estrutura e evitar agravamento dos danos.

O órgão também orienta que veículos com mais de seis eixos busquem rotas alternativas entre Tocantins, Pará e Maranhão.

Para reduzir impactos logísticos, foram definidas quatro rotas alternativas:

Rota 1 – BR-153 com travessia Xambioá (TO) – São Geraldo do Araguaia (PA)

Percurso totalmente pavimentado, sem restrição de carga na travessia da ponte.

Rota 2 – Buriti do Tocantins com travessia por balsa

Inclui uso de balsa no Rio Tocantins e trecho não pavimentado até conexão com a MA-125.

Rota 3 – Desvio por Esperantina (TO)

Travessia por balsa no Rio Araguaia, com trecho não pavimentado e acesso à TO-010.

Rota 4 – Desvio pelo Maranhão

Alternativa totalmente pavimentada via BR-010, MA-125 e BR-222, sem uso de balsa.

O DNIT afirma que equipes técnicas seguem monitorando continuamente a estrutura e que novas atualizações poderão ser divulgadas conforme o avanço das avaliações.

Pressão política por solução definitiva

Com a nova cobrança, Ricardo Ayres reforça o alerta para a necessidade de ações mais rápidas e estruturais, diante do aumento da circulação de cargas na região e do papel estratégico da ponte para o escoamento entre Tocantins, Pará e Maranhão.

Deputado pressiona DNIT por medidas emergenciais

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