Bastidores

Com Siqueira Campos no DEM, Dorinha deve abandonar base de Marcelo Miranda

Por Redação AF
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29/11/2017 11h43 - Atualizado há 1 semana
O DEM, partido presidido no Estado pela deputada federal professora Dorinha, deve ser o próximo partido a desembarcar da base do governador Marcelo Miranda (PMDB). A filiação do ex-governador, Siqueira Campos (DEM), ocorrida no dia 22 de novembro, seria a principal mensagem do partido aos governistas. Com a decisão, a secretária estadual da Educação, Juventude e Esportes, Wanessa Zavarese Sechim, indicação de Dorinha, pode deixar o cargo nos próximos dias. Nos bastidores é ventilado que o governador estaria aguardando apenas a entrega de cargos por parte de alguns secretários que pretendem disputar cargos eletivos nas próximas eleições, para dar uma oxigenada em seu secretariado e assim afastar Wanessa. Mesmo com o encontro do deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM) e Miranda durante a entrega de materiais à Secretaria de Segurança Pública, não há qualquer indício de que o partido teria reforçado apoio à base palaciana. Essa afirmação foi confirmada nesta segunda-feira (28), durante a inauguração da Escola de Artes Raimundo Paulino, em Araguaína, momento em que Eduardo afirmou que o prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR), está 'maduro e pronto' para ser governador e descartou qualquer envolvimento político com o atual Governo. Na última semana, o gestor araguainense foi lançado governadoriável pelo senador Vicentinho (PR). Com a decisão do DEM de Dorinha, essa seria mais uma baixa no Governo Estadual, que já conta com o senador Vicentinho e o deputado estadual Vicentinho Jr (PR) como dissidentes. Desta forma, Miranda não teria neste momento, nenhum dos três senadores tocantinenses em sua base. Com a gestão estariam apenas os deputados César Halum (PRB), Lázaro Botelho (PP), Josi Nunes (PMDB) e sua esposa Dulce Miranda (PMDB). Também é visível em conversas com líderes políticos o posicionamento passivo do governador em relação à articulação política. Deputados estaduais têm votado contra o Governo, mas mesmo assim estão sendo mantidos seus privilégios na gestão. Com o caso de Dorinha, a mesma situação se repete no âmbito federal.

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