Em nome do pai, em nome do filho

De Araguaína, Tiago Dimas deve disputar cadeira de deputado federal em 2018

Por Agnaldo Araujo
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07/06/2017 09h47 - Atualizado há 2 meses
Alberto Rocha - opinião Tiago Dimas, o filho, terá a oportunidade de alinhar o seu futuro ao passado do pai, Ronaldo Dimas, quando foi deputado federal. Pelo menos, é o que a sociedade espera de Tiago, que sonha e articula uma possível candidatura à Câmara Federal. Agora, fica claro que, com a entrada de Tiago Dimas na disputa para deputado, os demais candidatos que postulam uma vaga recuaram três casas decimais nessa matemática imprevisível. A possível candidatura do jovem empresário e filho do prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR), surge num momento de notória ausência de nomes que possam representar o Estado, principalmente Araguaína, na Câmara Federal. Dos atuais 8 deputados federais, é possível que a metade deles volte para casa. Alguns desses parlamentares estão enrolados com a justiça e encrencados com o eleitor. Há sombras no horizonte. Hoje, a sociedade está mais consciente e indignada com os últimos acontecimentos envolvendo deputados federais e senadores em casos nefastos de corrupção. Se é verdade que os justos pagam pelos pecadores, é verdade também que muitos dos deputados e senadores honestos e comprometidos com a honestidade, a ética e com a sociedade estão pagando esse alto preço de serem taxados de corruptos, sem de fato serem. É aí que Dimas, o filho, ganha terreno e vantagem sobre os possíveis concorrentes. Tiago nunca se candidatou a nenhum cargo político e nem apareceu em noticiários que ligassem sua vida a qualquer tipo de ato desonesto, nem de corrupção em atividade pública, e por isso, ainda não carrega nas costas o peso do desgaste da imagem junto ao eleitorado. Por enquanto, o moço tem o pulmão limpo e pode respirar livre nesse ambiente escorregadio em que a regra é a corrupção, a desonestidade e a defesa dos próprios interesses. Tiago precisa aproveitar a chance, pois a maioria dos seus concorrentes está desidratada politicamente e já perfila com atestado de óbito. Tiago sabe o que fazer e como se comportar, pois tem ao lado um professor em política, que é o próprio pai. Certamente, o rapaz  não deverá  perder o trem nem a hora. Tiago deve saber de duas coisas importantes. A primeira é que não se faz campanha política na lua. Caso pretenda levar à frente seu plano, Tiago precisa sair dos gabinetes, arregaçar as mangas, sujar o sapato na lama e na poeira. O povo precisa conhecê-lo mais e melhor. A segunda é que não há inocente em política; o mais besta entre eles vira vereador, deputado, senador e até presidente. Por isso, o único inocente na política é o pato, que sempre acaba depenado numa panela fervendo. Se Ronaldo Dimas, o pai, foi um bom deputado federal, a sociedade espera que Tiago Dimas, o filho, seja ainda melhor. Alberto Rocha é jornalista

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