"Aqui não encontraram nada de irregular", afirma o prefeito em vídeo.
Notícias do Tocantins – O prefeito de Colinas do Tocantins, Josemar Carlos Kasarin (UB), usou as redes sociais na manhã desta quarta-feira (12) para se pronunciar após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que cumpriu mandado de busca e apreensão em sua residência.
A investigação apura a suspeita de violência política de gênero contra uma vereadora do município, além da possível atuação de uma milícia digital voltada a atacar adversários políticos nas redes sociais. Dois influenciadores digitais também são investigados no caso.
No vídeo publicado poucas horas após a operação, Kasarin relatou que os agentes realizaram uma vistoria em sua casa e deixaram o local sem apreender nada de ilícito.
"Hoje, dia 12 de março de 2026, agora são 7 horas da manhã, gostaria de noticiar que recebemos uma visita ilustre da Polícia Federal aqui na casa do Azulão. E aquele ditado: quem não deve, não teme. Depois de fazerem uma vistoria, não encontraram nada de irregular e se despediram aqui da casa azul do prefeito Azulão, que eu inclusive acabei de pintar esta semana", afirmou.
O prefeito também atribuiu a investigação a denúncias feitas por adversários políticos. "Você que trabalha na vida pública com certeza vai se deparar com momentos como esse. Mas quem trabalha com exemplo, transparência, seriedade e honestidade, nada acontece. Isso são intrigas da oposição, tentando fazer confusão com o prefeito Azulão. E mais uma vez deram com a cara no chão, porque aqui não encontraram nada de irregular (sic)", finalizou.
Pré-candidato a deputado estadual
Kasarin é pré-candidato a deputado estadual nas eleições de 2026 e deverá renunciar ao cargo de prefeito no início de abril, dentro do prazo legal de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral para quem pretende disputar o pleito.
A operação da Polícia Federal ocorre justamente em meio à movimentação política que antecede o período eleitoral.
Investigação
Segundo as informações preliminares da investigação, o foco é apurar se houve organização de uma estrutura digital para disseminar ataques ou campanhas contra adversários políticos, prática que pode configurar crimes eleitorais e contra a honra.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre eventuais materiais apreendidos ou o número de investigados envolvidos na apuração. A investigação segue em andamento.