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Reviravolta

Após retomar o governo, Wanderlei vai à igreja e diz: 'não há lugar melhor para agradecer’

Governador passou três meses afastado e reassumiu o cargo após liminar do STF.

Por Auro Giuliano | AF Notícias 656
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08/12/2025 10h02 - Atualizado há 1 mês
A manifestação ocorreu neste domingo (7/12)

Notícias do Tocantins - Logo após reassumir oficialmente o comando do Governo do Tocantins, o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e a primeira-dama Karynne Sotero foram a uma igreja evangélica de Palmas para agradecer a Deus pela decisão judicial que o reconduziu ao cargo após três meses. O gesto foi divulgado pelo próprio governador nas redes sociais e marcou simbolicamente suas primeiras horas de volta ao Palácio Araguaia.

Em publicação no X (antigo Twitter), Wanderlei escreveu: “Não há lugar melhor para agradecer, renovar a fé e estar mais perto de Deus. Aqui encontramos paz, força e direção para as vitórias que ainda virão. Que Ele continue nos abençoando e guiando cada passo. Obrigado, Deus!”

A manifestação ocorreu neste domingo (7/12), dois dias após o governador reassumir a chefia do Poder Executivo estadual. Ele permaneceu afastado por 93 dias.

Wanderlei permaneceu afastado por 93 dias.

Exoneração em massa

No sábado (6/12), um dia após reassumir o cargo, Wanderlei promoveu uma ampla reorganização administrativa que atingiu todo o primeiro escalão nomeado pelo governo interino de Laurez Moreira (PSD). A medida também alcançou secretários executivos de áreas estratégicas como Educação, Saúde, Administração, Governadoria e Comunicação, sinalizando uma recomposição completa das estruturas de comando.

As exonerações atingiram inclusive gestores que já integravam a equipe de Wanderlei antes de seu afastamento, mas que haviam permanecido ou sido convidados a compor a gestão interina. Ao todo, 48 exonerações atingiram o alto escalão do governo. A medida reforça a intenção do governador de redesenhar o grupo político-administrativo que conduzirá esta nova fase da gestão.

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Retorno de aliados ao primeiro escalão

Em edição extra do Diário Oficial do Estado, Wanderlei iniciou imediatamente a recomposição do governo com aliados políticos e nomes de sua confiança. Confira as nomeações:

  • Bruno Sousa Azevedo – Secretaria da Segurança Pública (SSP);

  • Donizeth Aparecido Silva – Secretaria da Fazenda (Sefaz);

  • Márcio Anderson Raimundo da Rocha – Secretaria da Comunicação (Secom);

  • Paulo César Benfica Filho – Secretaria da Administração (Secad);

  • Fábio Pereira Vaz – Secretaria da Educação (Seduc);

  • Katiuscya Alves Barbosa Chaves – Chefia de Gabinete do Governador.

  • Peterson Queiroz de Ornelas – Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros;

  • Márcio Antônio Barbosa de Mendonça – Comandante-Geral da Polícia Militar;

  • Marcello de Lima Lelis – Secretaria do Meio Ambiente;

  • Milton Neris de Santana – Secretaria da Indústria e Comércio;

  • Rosilene Fortunato de Souza – Secretaria Executiva da Governadoria.

  • Deocleciano Gomes Filho – Casa Civil;

  • Jax James Garcia Pontes – Procuradoria-Geral do Estado;

  • Luciano Lima Costa – Secretaria Executiva da Saúde;

  • Elenil da Penha Alves de Brito – Secretaria Executiva da Indústria e Comércio;

  • Ismael Nunes da Silva Júnior – Secretaria Executiva da Comunicação;

  • Francinaldo Machado Bó – Casa Militar.

No mesmo Diário, o governo designou Lilian Martins Venturini Paranhos para responder interinamente pela Secretaria da Agricultura e Pecuária.

Decisão do STF e contexto do afastamento

A volta de Wanderlei ao cargo ocorreu após liminar concedida pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogou o afastamento de 180 dias imposto ao governador. A decisão tem efeito imediato e determinou a notificação tanto do Superior Tribunal de Justiça (STJ) quanto do Palácio Araguaia para cumprimento.

Apesar da recondução, a medida ainda será analisada pela Segunda Turma do STF.

Wanderlei havia sido afastado no âmbito da Operação Fames-19, que investiga supostos desvios em contratos de aquisição de cestas básicas durante a pandemia da Covid-19. O ministro considerou frágeis, neste momento, os indícios apresentados no processo.

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