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Arnaldo Filho

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Movimentações políticas

De crítico ferrenho a aliado: Irajá elogia 'legado inegável de obras' do governo Carlesse

Ex-adversários, senador e ex-governador agora dividem o mesmo palanque.

Por Redação | AF Notícias
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13/04/2026 16h50 - Atualizado há 4 semanas
Anúncio de Carlesse foi feito durante evento político ao lado do senador Irajá e Laurez

Notícias do Tocantins - O lançamento da pré-candidatura do ex-governador Mauro Carlesse (PSD) ao Senado, nesta segunda-feira (13/04), em Palmas, trouxe mais do que uma nova peça ao tabuleiro político: evidenciou uma mudança significativa de posicionamento no cenário estadual. De crítico ferrenho da gestão de Carlesse, o senador Irajá Abreu (PSD) agora divide o mesmo palanque e adota um discurso de reconhecimento.

Durante o evento, Irajá não apenas confirmou a aliança, como fez questão de destacar o legado do ex-governador. “Carlesse deixou um legado inegável de obras no Tocantins. É um nome que chega para somar e fortalecer esse projeto”, afirmou.

A declaração contrasta com o histórico recente. Durante o período em que Carlesse esteve à frente do governo, Irajá foi um dos críticos mais contundentes da gestão, com posicionamentos duros em relação à condução administrativa do Estado.

Agora, no entanto, o cenário é outro. A pré-candidatura ao Senado unificou os dois no mesmo projeto político, ao lado do vice-governador Laurez Moreira (PSD), que também já esteve em campo oposto ao ex-governador e hoje figura como pré-candidato ao Palácio Araguaia.

Palanque reúne antigos adversários

Com a decisão de Carlesse de disputar o Senado — abandonando o plano inicial de concorrer à Câmara Federal —, o PSD estruturou uma chapa robusta para 2026, com Laurez ao governo e duas candidaturas ao Senado: Irajá, que buscará a reeleição, e o próprio ex-governador.

A composição chama atenção justamente por reunir lideranças que, até pouco tempo, ocupavam lados distintos do cenário político tocantinense. A convergência, segundo aliados, faz parte de uma estratégia para fortalecer o grupo e ampliar a competitividade eleitoral.

Carlesse afirmou que a mudança de plano foi resultado de uma decisão partidária. “O partido entendeu que eu ajudaria mais na pré-candidatura ao Senado. Eu queria disputar a Câmara, mas compreendi que, somando forças, posso contribuir mais com o projeto”, disse.

Reconfiguração política

Nos bastidores, a formação da chapa indica uma tentativa de consolidação do PSD como um dos principais polos da disputa em 2026. A articulação envolve ainda a aproximação com partidos como PSB e PDT, enquanto o PT, que vinha dialogando com o grupo, tende a não integrar a aliança.

A direção nacional da sigla também manifestou apoio à composição. O presidente do partido, Gilberto Kassab, destacou a força política do grupo e o potencial eleitoral da chapa.

Entre críticas e alianças

A presença de Carlesse no palanque, ao lado de antigos críticos, simboliza mais do que uma estratégia eleitoral: revela a capacidade de reconfiguração das alianças políticas no estado.

Se antes o tom era de confronto, agora o discurso é de convergência. Em um cenário cada vez mais competitivo, diferenças passadas dão lugar a composições que priorizam viabilidade eleitoral.

No fim das contas, o episódio reforça uma máxima conhecida nos bastidores: na política, adversários de ontem podem se tornar aliados de hoje — especialmente quando há projetos maiores em jogo.

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