Publicação desta sexta (18) sela o racha político entre prefeito e vice.
Notícias de Palmas - Conforme antecipado, o tão aguardado Diário Oficial do Município de Palmas foi publicado no início da tarde desta sexta-feira (18), formalizando a ampla reforma administrativa anunciada pelo prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos).
Após 20 dias afastado, Eduardo promoveu uma completa reversão das mudanças implementadas pelo vice-prefeito, Pastor Carlos Velozo (Agir), durante sua conturbada gestão interina. A decisão não apenas marca o retorno de antigos aliados e o afastamento dos indicados de Velozo, como também escancara o racha político entre o prefeito titular e seu vice.
A REVERSÃO DA “DESCONFIGURAÇÃO” DE VELOZO
O Diário Oficial desta sexta-feira traz a exoneração de todos os nomes nomeados por Carlos Velozo e seus grupos políticos, confirmando a intenção de Eduardo de retomar o controle total da gestão após as movimentações do vice.
Entre os exonerados indicados por Velozo, estão:
Jandir Cardoso de Vasconcelos (Infraestrutura e Obras Públicas)
Fábio Bernardino da Silva (Representação em Brasília)
Fábio Batista Velozo, irmão do vice-prefeito (Planejamento, Orçamento e Licitações)
Priscila Alencar Veríssimo de Souza (Procuradoria-Geral do Município)
Márcio Roberto Freire de Abreu (Fundação Escola de Saúde Pública)
Júlio César do Prado Domingos (Comunicação)
RETORNOS E NOVAS NOMEAÇÕES DE EDUARDO
Em contrapartida, Eduardo reconduziu diversos de seus antigos e fiéis aliados, desfazendo o tabuleiro político montado por Velozo. Retornam aos seus cargos:
Carlos Antônio da Costa Júnior (Chefia de Gabinete)
Renato de Oliveira (Procurador-Geral do Município)
Vicente Alves de Oliveira (Representação em Brasília)
Marlen Ribeiro Rodrigues (Habitação)
André Luís Nunes Cavalari (Fundação Escola de Saúde Pública)
Élcio de Souza Mendes (Comunicação)
André Fagundes Cheguhem (Planejamento, Orçamento e Licitações)
Sérgio Vieira Marques (Soró) (Secretaria de Governo)
Paulo Cezar Monteiro da Silva (Infraestrutura e Obras Públicas)
Além disso, Eduardo promoveu outras exonerações e nomeações pontuais, indicando ajustes que vão além da simples reversão. Foram exonerados:
Warley Marques Rodrigues de Lima (Chefe de Gabinete)
Débora Guedes Leandro de Jesus (Educação – a pedido)
Juniel Carvalho de Sousa (Fundação da Juventude)
Para a Fundação da Juventude, foi nomeado Rivaldo Azevedo da Silva.
DIÁRIO OFICIAL SAI COM ATRASO
A publicação do Diário Oficial, que saiu mais tarde do que o inicialmente previsto - na noite de quinta-feira -, concretiza a promessa de Eduardo de ligar pessoalmente para cada secretário antes da oficialização de suas saídas. O gesto, enfatizado pelo prefeito, buscou contrastar com a forma como as exonerações foram conduzidas durante a gestão interina.
“Ninguém que ainda ocupa cargo nesta Prefeitura vai sair sem um telefonema meu. Todos serão comunicados. Quem chega a ocupar uma secretaria municipal da capital do Tocantins não pode ser surpreendido pelo Diário Oficial sem que o chefe do Executivo tenha lhe dado uma palavra. Para convidar, eu ligo - e também ligarei para todos que serão desligados”, afirmou o prefeito durante coletiva.
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O RACHA POLÍTICO APÓS GESTÃO CONTURBADA
A rápida e contundente desarticulação das nomeações feitas por Carlos Velozo evidencia o profundo racha entre ele e Eduardo. Durante os 20 dias de interinidade, Velozo promoveu oito mudanças em secretarias estratégicas - um movimento interpretado como rompimento político. As trocas causaram descontentamento na base aliada de Eduardo e provocaram o afastamento de figuras importantes, como o deputado federal Vicentinho Júnior (PP) e seu pai, o ex-senador Vicentinho Alves, que havia deixado a pasta de Representação em Brasília.
Ao reassumir o cargo, após decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que revogou sua prisão domiciliar, Eduardo Siqueira Campos afirmou retornar com “mãos limpas e consciência tranquila”, pronto para governar sem revanchismo, mas com controle absoluto de sua administração.
A reforma no secretariado é sua primeira - e mais contundente - medida para restabelecer o grupo de confiança no Executivo e selar a ruptura com a breve gestão interina do vice.
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