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Arnaldo Filho

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Candidato ao Senado

Dimas apresenta suplentes, chama atuação do Senado de 'vergonhosa' e critica excessos do STF

Suplentes são o ex-vereador de Gurupi Soró e empresária Antônia Lopes.

Por Arnaldo Filho 523
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06/08/2026 11h39 - Atualizado há 1 semana
Ronaldo Dimas é candidato ao Senado pelo partido Podemos

Notícias do Tocantins - O ex-prefeito de Araguaína Ronaldo Dimas (Podemos) anunciou os nomes que formarão sua chapa na disputa pelo Senado e elevou o tom das críticas ao cenário político nacional. Em entrevista, ele confirmou o ex-vereador de Gurupi Sérgio Vieira Marques, o Soró, como primeiro suplente, e a empresária Antônia Lopes como segunda suplente.

Antônia já presidiu a Associação Comercial e Industrial de Araguaína (Aciara) e também a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Tocantins.

Com a composição, Dimas busca ampliar a presença regional da candidatura. Enquanto ele possui sua principal base política em Araguaína e no norte do Estado, Soró tem atuação em Gurupi, na região sul. Antônia Lopes, por sua vez, tem trajetória ligada ao setor empresarial e ao movimento associativista.

Dimas afirmou ainda que não definiu com quem fará dobradinha eleitoral em Araguaína. Segundo ele, a tendência é que a parceria seja construída com um dos candidatos do próprio grupo, mas as conversas ainda estão em andamento.

O ex-prefeito negou qualquer acordo fechado com o senador Eduardo Gomes, embora tenha reconhecido que ele é uma das possibilidades. Dimas citou diferentes alianças municipais dentro da própria base, lembrando que, em Palmas, o prefeito Eduardo Siqueira Campos apoia sua candidatura e também a de Eduardo Gomes. Em Araguaína, o senador conta com o apoio do prefeito Wagner Rodrigues, aliado político de Dimas.

Há muitas possibilidades ainda, mas em breve isso vai acontecer”, afirmou.

Críticas ao Senado e ao STF

Ao apresentar as principais pautas que pretende levar à campanha, Ronaldo Dimas concentrou o discurso na relação entre os Poderes e fez duras críticas à atuação do Senado Federal.

Para o ex-prefeito, a Casa não tem cumprido adequadamente sua responsabilidade diante dos conflitos institucionais do país. Ele criticou o controle exercido pelo Congresso sobre parte do orçamento federal, a interferência do Judiciário em decisões dos demais Poderes e a falta de uma direção clara por parte do Executivo.

Hoje, me desculpe, mas é vergonhosa a atuação do Senado Federal diante dessa desorganização em que está o país”, afirmou.

Dimas acusou senadores de não reagirem ao que considera excessos praticados por integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, cabe ao Senado adotar as medidas constitucionais necessárias para preservar o equilíbrio entre os Poderes.

O candidato também afirmou que o Brasil não possui atualmente um projeto nacional de desenvolvimento claramente definido e classificou o Governo Federal como “perdido” na condução das principais questões do país.

Reforma tributária, juros e setor produtivo

Além das críticas institucionais, Dimas indicou que pretende concentrar sua atuação em temas econômicos, especialmente aqueles que afetam empresários, produtores rurais e trabalhadores.

Entre as prioridades citadas estão os impactos da reforma tributária, a crise enfrentada pelo agronegócio, o elevado custo do crédito e as altas taxas de juros no Brasil.

Para ele, a reforma tributária precisa contribuir para o desenvolvimento econômico e não servir apenas para ampliar a arrecadação do Governo Federal.

A reforma tributária está feita para ajudar o Brasil a se desenvolver, não para o governo ter mais dinheiro para gastar e, às vezes, gastar muito mal”, declarou.

Dimas afirmou que ainda há insegurança entre empresários e produtores sobre os efeitos práticos das novas regras tributárias. Na avaliação dele, o Congresso deverá acompanhar a implantação do novo sistema para evitar o aumento excessivo da carga sobre o setor produtivo.

Distanciamento de Wanderlei

Ao ser questionado sobre as manifestações de apoio do governador Wanderlei Barbosa a outros candidatos ao Senado, Dimas procurou minimizar o impacto político dessas escolhas. “O governador Wanderlei é eleitor. Ele não participa dessa eleição como candidato”, respondeu.

Dimas lembrou que já disputou uma eleição contra Wanderlei, afirmou respeitar o resultado das urnas e disse que sua candidatura será conduzida diretamente em busca do apoio da população. “Agora é eleição. Eu sou candidato e quero o voto do povo”, declarou.

Representação de Araguaína e do norte

O ex-prefeito também procurou reforçar o discurso de que Araguaína e a região norte do Tocantins precisam recuperar espaço político no Senado.

Segundo Dimas, a região enfrenta um vazio de representação desde a morte do ex-senador João Ribeiro, em 2013. Ele afirmou que pretende usar sua trajetória como prefeito de Araguaína para mobilizar o eleitorado regional, mas disse que sua candidatura não ficará limitada ao município.

A região norte está carente de representação no Senado Federal desde que João Ribeiro se foi”, afirmou.

Dimas declarou que pretende representar Araguaína, o Bico do Papagaio, o Jalapão, Gurupi e todas as demais regiões do Tocantins. Para ele, a escolha de Soró, com atuação política na região sul, e de Antônia Lopes, ligada ao setor empresarial de Araguaína, ajuda a ampliar a presença regional da chapa.

É claro que Araguaína tem esse sentimento e me conhece muito bem, porque fui prefeito da cidade e sabe o carinho e o amor que sinto por aquela terra”, concluiu.

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