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Arnaldo Filho

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Capital

Eduardo Siqueira oficializa Ana Paula na Saúde de Palmas um mês após prisão de ex-secretária

Ela comandava a pasta interinamente após operação que investiga contrato de R$ 139 milhões.

Por Redação | AF Notícias 1.084
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10/07/2026 12h23 - Atualizado há 1 mês
Nomeação de Ana Paula Abadia (esq) foi oficializada nesta quinta-feira (09)

Notícias de Palmas - A Prefeitura de Palmas oficializou nesta quinta-feira (09) a nomeação de Ana Paula dos Santos Andrade Abadia como secretária municipal de Saúde. A confirmação ocorre um mês após a Operação Falsa Emergência, da Polícia Civil do Tocantins, que levou à prisão da então titular da pasta, Dhieine Caminski, e provocou mudanças no comando da secretaria.

Até então secretária-executiva da Saúde, Ana Paula assumiu interinamente a pasta em 10 de junho, mesmo dia em que a operação foi deflagrada. Com nomeação assinada pelo prefeito Eduardo Siqueira Campos e publicada no Diário Oficial do Município, ela deixa a condição de interina e passa a responder oficialmente pela Secretaria de Saúde.

A Operação Falsa Emergência investiga supostas irregularidades em um contrato de aproximadamente R$ 139,1 milhões firmado pela Prefeitura de Palmas com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba para a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da capital.

Na ocasião, foram presas preventivamente a então secretária Dhieine Caminski; o servidor Andreis Vicente da Costa; e a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada nas investigações como representante ligada à entidade contratada.

Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público do Tocantins, são apurados possíveis crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade documental e associação criminosa. A investigação aponta suspeitas de direcionamento no processo administrativo que resultou na contratação por dispensa de licitação, além de supostas vantagens indevidas.

Entre os fatos investigados está a suspeita de que um veículo de luxo teria sido alugado para uso pessoal de Andreis Vicente da Costa. A apuração também mira a participação de agentes públicos e particulares no processo de contratação da entidade.

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Após a conclusão do inquérito policial, o Ministério Público ofereceu denúncia à Justiça. A acusação foi recebida, e Dhieine Caminski, Andreis Vicente da Costa, Cláudia Fernanda Cândido da Silva e os demais denunciados passaram à condição de réus na ação penal. O recebimento da denúncia não representa condenação, e o processo segue em tramitação, com garantia do direito de defesa.

As defesas dos investigados negam as acusações.

Além da investigação criminal, o contrato das UPAs também passou a ser analisado pelo Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO). A Corte determinou a suspensão do Termo de Colaboração firmado entre o município e a Santa Casa e estabeleceu medidas para que a Prefeitura reassuma gradualmente a gestão dos serviços em até 60 dias.

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