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Arnaldo Filho

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Política

Em Palmas, o vacilo de Hélio Santana, a sabedoria política de Moisemar e a lição que fica da cassação!

O vereador Hélio teve o mandato cassado por infidelidade partidária.

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04/02/2020 13h46 - Atualizado há 3 meses
Hélio Santana (esquerda), vereador cassado, e Moisemar Marinho (direita)

Vereador em Palmas, o pevista Hélio Santana, conhecido popularmente como Helinho da Civil, foi cassado na última sexta-feira (31/01) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO) com base na infidelidade partidária.

Ele havia sido eleito suplente de vereador pelo PV em 2016, contudo, migrou para o Avante em 2018, quando tentou uma vaga de deputado estadual, mas não obteve êxito.

Depois que o então vereador Léo Barbosa (SD) venceu as eleições 2018 para o cargo de deputado estadual, Santana retornou ao PV com a finalidade de assumir a cadeira na Câmara Municipal de Palmas, entretanto, já não contava com o apoio da sigla, que passou a demonstrar mais afinidade a outro suplente, Erivelton da Silva Santos (PV).

RECURSO DO TSE

Naturalmente, da decisão do TRE-TO cabe recurso ao TSE, e Hélio Santana já declarou, inclusive, que irá fazê-lo. Quer recorrer à instância superior no exercício do cargo e por lá permanecer até o julgamento final da ação judicial.

Mas não é tão simples quanto parece. Ele terá que obter – junto ao TSE – o efeito suspensivo da decisão do TRE-TO, o quê, convenhamos, não será nada fácil, devido o julgamento ter sido unânime.

Por outro lado, o suplente já mandou ajustar o terno da posse e encomendou a gravata que (oxalá) não será cotidianamente verde, como do atual titular.

CASO SEMELHANTE

Concomitante à ascensão do vereador Hélio Santana ao cargo, em fevereiro de 2019, também tomou posse na Câmara da capital outro representante da Polícia Civil, o vereador Moisemar Marinho (PDT). Ele substituiu Ivory de Lira, hoje no PCdoB, eleito para deputado estadual em outubro de 2018.

Marinho também houvera se aventurado a sair do seu partido para disputar uma vaga a deputado estadual por outra sigla, o Podemos. Contudo, após a eleição de Ivory, por ser o primeiro suplente da coligação, Moisemar Marinho regressou ao ninho pedetista, no entanto, por um caminho diferente e mais inteligente: antes de regressar ao partido, conversou com a líder da sigla no Tocantins, a senador Kátia Abreu, e pediu seu aval para seu reingresso.

Evidentemente, teve sua ficha abonada, mesmo porque Kátia queria um representante no parlamento da capital. Moisemar não enfrentou, em momento algum, a fúria de suplentes ou do próprio partido e se deu bem.

VACILO

O vereador Hélio Santana, portanto, “comeu mosca”, como se diz no jargão popular. Se houvesse seguido o exemplo do colega Marinho e “pedido as bênçãos” dos Lelis (Marcelo e Claudia), certamente não teria enfrentado o processo de cassação e todo desgaste político que isso trouxe.

Justificar a cassação ao eleitorado é como combater 'fake news' (o que não é o caso!), pois quando consegue se convencer 10 pessoas, 100 já receberam a informação e interpretaram como quiseram.

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