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Folha de SP e O Globo: Eduardo Gomes no rol da 'velha política' e apadrinhado por Calheiros

A imprensa nacional comentou a aliança do bolsonarismo com a 'velha política'.

Por Arnaldo Filho 1.220
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18/10/2019 09h53 - Atualizado há 1 mês
Eduardo Gomes migrou para o MDB apadrinhado por Renan Calheiros

O colunista Vinícius Torres Freire, da Folha de SP, disse que a 'velha política' come o bolsonarismo pela beirada e o governo virou pó no Congresso. Ele cita como exemplo a escolha de um senador do MDB, aliado de Renan Calheiros, para ser líder de Bolsonaro no Congresso. É o tocantinense Eduardo Gomes.

Segundo o jornalista, a primeira consequência do arranca-rabo no PSL é uma nova rendição de bolsonaristas ao que chamavam de velha política, o DEM, MDB e PSDB.

Na opinião do jornalista, a sobrevivência econômica do governo já dependia da política de parlamentarismo branco de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, do DEM, e lideranças do centrão. Dependia também da experiência “velha política” de Fernando Bezerra, líder do governo no Senado, do MDB, mantido por Bolsonaro mesmo depois de levar batidas da Polícia Federal.

“Agora, o novo líder do governo no Congresso é também do MDB, o senador Eduardo Gomes, de Tocantins. Foi do Solidariedade de Paulinho da Força, tem boas relações com Renan Calheiros, com o centrão e é tido como habilidoso por gente esperta no Congresso”, afirma o colunista.

Apadrinhado por Renan Calheiros

O jornal O Globo foi mais direto ao afirmar que Eduardo Gomes está na política desde os anos 1980 e ingressou no MDB “apadrinhado por Renan Calheiros”.

Gomes foi eleito senador pelo Solidariedade, mas, antes mesmo da posse, migrou para o MDB, incentivado por Calheiros (AL).

Segundo O Globo, discreto, Gomes usa o microfone da Casa poucas vezes, concentrando sua atuação política nos bastidores. É considerado do baixo clero do Congresso, embora ocupe a segunda secretaria da Mesa Diretora.

Deputado federal por três mandatos consecutivos, Eduardo Gomes já foi também do PSDB e PSB. Ao MDB, chegou com o estímulo de Renan Calheiros por ocasião da eleição da Mesa do Senado Federal.

Sou colega do Renan. Apoiei. Mas depois que ele desistiu, votei no Davi, de quem sou amigo há mais de 20 anos — comentou Eduardo Gomes, lembrando que também foi colega do presidente do Senado na Câmara.

Depois de apoiar Renan e acabar votando em Alcolumbre, conseguiu um assento na Mesa Diretora da Casa e se aproximou do governo de Jair Bolsonaro.

A nova política é o MDB

O site O Antagonista também alfinetou a aliança de Bolsonaro com a "nova política" do MDB. 

"Depois de Fernando Bezerra, líder do governo no Senado, Jair Bolsonaro nomeou outro emedebista para o cargo de líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes.

Renan Calheiros e Jader Barbalho comemoram".

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