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Onyx nega saída e 'joga balde de água fria' nas especulações sobre Eduardo Gomes na Casa Civil

Onyx afirma que nunca deu razões para o presidente se desfazer da parceria que começou em 2017.

Por Arnaldo Filho 807
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27/06/2019 18h36 - Atualizado há 5 meses
Senador Eduardo Gomes e Onyx, ministro da Casa Civil

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, jogou um 'balde de água fria' nas especulações de sua posssível saída do ministério e indicação do senador tocantinense Eduardo Gomes (MDB) para o cargo que é um dos mais importantes do governo Bolsonaro.

A Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder, afirmou que a saída de Onyx é dada como iminente e o Palácio do Planalto considera que um senador 'ficha limpa' do MDB seria o nome ideal para ocupar o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, apontando para o nome de Eduardo Gomes.

Porém, Onyx afirmou ao Blog da Denise, do Correio Brasiliense, que “o fio que o prende ao presidente Jair Bolsonaro e ao governo é o do Homem Aranha, não arrebenta”.

“Nós, do governo Bolsonaro, sofremos ataques todos os dias. Já estamos acostumados. Mas temos couro grosso”, disse o ministro. Ele contou que, ainda no início do dia, ele recebeu uma mensagem do presidente Jair Bolsonaro dizendo: “Agora, o ataque é contigo. Te segura, tchê! Estamos firmes”.

Onyx afirma que nunca deu razões para o presidente se desfazer da parceria que começou em 2017. Ele rebate item por item daquilo que os parlamentares elencam como motivos para que ele deixasse o cargo.

O primeiro deles, a confusão do decreto das armas: “Nós organizamos e pacificamos. Ouvimos os líderes, senadores e deputados, o Supremo Tribunal Federal. Projeto de lei tratou do porte, que era o tema mais polêmico. Essa questão das armas está pacificada. Virá inclusive a lei para que a posse não seja apenas na sede da fazenda, mas em toda a propriedade. E tem uma lei para atender os CACs (colecionadores, atiradores, caçadores). Houve um entendimento entre os Poderes”, comentou o Onyx, que trabalhou ativamente nessa construção com a cúpula do Congresso e ministros do Supremo.

Previdência no primeiro semestre

Em relação à reforma da Previdência, o ministro afirma que está tudo programado para que o texto seja votado na próxima semana na Comissão Especial e não concorda com as previsões pessimistas. “Ao contrário do que se dizia, será votada no primeiro semestre na Câmara, enquanto muitos diziam que ficaria tudo para o segundo semestre. Até o final de agosto, votamos no Senado. Assim que votar, minha missão enquanto articulador politico estará cumprida e vou cuidar da coordenação do centro do governo”, disse ele, empolgado com a nova missão.

Onyx cuidará especialmente do PPI, o Programa Público-Privado de Investimentos, que, de acordo com os cálculos do Poder Executivo, representará uma injeção de R$ 1 trilhão na economia. “O presidente não entregaria essa missão a quem estivesse por um fio. A não ser que seja o fio do Homem-Aranha, que não arrebenta”, afirmou.

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