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Pesquisa nacional coloca o governo de Laurez entre os cinco mais reprovados do Brasil

Levantamento aponta gestor interino com 44% de reprovação e 36% de aprovação.

Por Auro Giuliano I AF Notícias 2.157
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17/12/2025 18h35 - Atualizado há 1 mês
De acordo com a pesquisa, 36% aprovam a gestão de Laurez, enquanto 44% a reprovam

Notícias do Tocantins - O ex-governador interino do Tocantins, Laurez Moreira (PSD), aparece entre os cinco chefes do Executivo estadual com pior avaliação no país, segundo levantamento nacional realizado pelo Instituto AtlasIntel.

De acordo com a pesquisa, 44% dos entrevistados reprovaram a gestão de Laurez, enquanto a aprovação ficou em 36%. Outros 20% não souberam ou preferiram não opinar - o maior índice de indecisos entre todos os governadores avaliados.

O resultado posiciona Laurez ao lado de gestores com elevados índices de rejeição, como Carlos Brandão (PT), do Maranhão, com 51% de reprovação e 33% de aprovação; Raquel Lyra (PSD), de Pernambuco, que registra 55% de reprovação e 33% de aprovação; Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, com 60% de reprovação e 33% de aprovação; e Wilson Lima (União Brasil), do Amazonas, que figura como o mais rejeitado do país, com 65% de reprovação e apenas 25% de aprovação.

Pesquisa em meio à crise política

O levantamento foi realizado entre 6 de outubro e 5 de dezembro, período que coincidiu com um momento de forte instabilidade política no Tocantins. A coleta teve início dois dias após Laurez Moreira assumir o comando interino do Estado, em razão do afastamento do governador Wanderlei Barbosa, e foi concluída um dia após a decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, que devolveu Wanderlei ao cargo - medida posteriormente referendada pela Segunda Turma da Corte.

A pesquisa ouviu 200.980 pessoas em todo o país, por meio de questionários online

Avaliação de Wanderlei

Em rodada anterior do levantamento, realizada entre 15 de julho e 4 de agosto de 2024, o governador Wanderlei registrou 57% de aprovação, figurando como o 7º chefe do Executivo estadual mais bem avaliado do país naquele período. O resultado indicava queda em relação à pesquisa anterior, feita no fim de 2023, quando Wanderlei aparecia na 2ª colocação do ranking nacional, com 76,2% de aprovação.

Ranking nacional de aprovação

Na outra extremidade do ranking, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, lidera com 80% de aprovação e apenas 15% de reprovação. Em seguida aparecem Rafael Fonteles (PT), do Piauí, com 69% de aprovação, e Helder Barbalho (MDB), do Pará, com 66%.

Também figuram entre os mais bem avaliados Eduardo Riedel (PP), do Mato Grosso do Sul, com 65%, além de Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, e Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, ambos com 63%.

Metodologia

A pesquisa ouviu 200.980 pessoas em todo o país, por meio de questionários online. A margem de erro varia entre 1 e 4 pontos percentuais, conforme o tamanho da amostra em cada estado, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento expõe um cenário de forte contraste entre os governos estaduais e indica que, além da rejeição, a gestão interina de Laurez Moreira enfrentou um elevado grau de indefinição na opinião pública, reflexo direto do contexto político excepcional vivido pelo Tocantins no período analisado.

Afastamento e retorno de Wanderlei

O período analisado pela pesquisa coincide com um dos momentos mais sensíveis da política tocantinense nos últimos anos, marcado pelo afastamento temporário do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e pela assunção interina do vice-governador Laurez Moreira (PSD).

Wanderlei e a primeira-dama foram afastados em 3 de setembro, por decisão do ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), posteriormente confirmada pela Corte Especial. A investigação apura supostos desvios em contratos da Secretaria de Desenvolvimento Social (Setas) durante a pandemia.

Após 93 dias fora do cargo, o governador reassumiu o comando do Estado por decisão do Supremo Tribunal Federal, que devolveu o mandato por meio de liminar, promovendo nova reorganização administrativa no Executivo estadual.

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