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CRISE SINDICAL

Presidente do Sisepe é afastado durante reunião marcada por confusão e BO em delegacia

Por Auro Giuliano | Conteúdo AF Notícias 3.213
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23/09/2025 07h33 - Atualizado há 7 meses
Com afastamento de Elizeu, Kelismente Gomes assume interinamente a presidência

Notícias do Tocantins - O maior sindicato do estado vive uma crise interna que expôs um racha na diretoria executiva. Em reunião nesta terça-feira (23/9), a maioria dos diretores do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Sisepe/TO) aprovou a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e o afastamento cautelar de 30 dias do presidente Elizeu de Santos Oliveira, que classificou a decisão como uma “manobra desleal e antidemocrática”. Durante o período, a secretária-geral Kelismente da Silva Gomes assume interinamente a presidência.

O encontro foi marcado por tensão e terminou em confusão generalizada, com troca de empurrões e até agressões físicas entre diretores, o que levou parte deles à delegacia para registrar ocorrência.

Acusações e medidas adotadas

Segundo os diretores dissidentes, as denúncias contra Elizeu foram apresentadas em junho e incluem: pagamento de diárias em finais de semana sem comprovação de interesse sindical, uso particular do veículo oficial e aumento de repasses à Força Sindical e à Fesserto sem deliberação colegiada.

Com a abertura do PAD, foi criada uma comissão de sindicância para colher provas, ouvir testemunhas e elaborar relatório. Também foram aprovadas medidas imediatas, como:

  • bloqueio de cartões e senhas da presidência;

  • dupla assinatura em movimentações financeiras;

  • suspensão de diárias em fins de semana até revisão dos critérios;

  • vistoria no veículo oficial e backup de arquivos institucionais.

O presidente afastado terá 15 dias para apresentar defesa, e a decisão final sobre eventual perda de mandato caberá à Assembleia Geral Extraordinária.

O outro lado

Elizeu Oliveira afirmou ter sido impedido de entrar no prédio do sindicato antes mesmo da ata ser lavrada e disse que a diretoria já havia providenciado a troca das fechaduras da sede. Ele nega irregularidades e sustenta que todas as decisões foram tomadas de forma colegiada. Segundo ele, o afastamento teria “claro intuito eleitoreiro”. O dirigente adiantou que adotará medidas judiciais e administrativas para tentar reverter a decisão.

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Próximos passos

A diretoria interina ressaltou que o processo seguirá os princípios do contraditório, ampla defesa e transparência. A crise evidencia a disputa interna de poder dentro da entidade, que representa servidores públicos estaduais, e deve ganhar novos capítulos nos próximos dias.

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