Ex-presidente da Câmara, Marcos Duarte, fala em ataques covardes e infundados
Notícias de Araguaína - Durante sessão na Câmara Municipal de Araguaína, realizada na segunda-feira (10/02), o vereador Marcos Duarte (PSD) fez um pronunciamento contundente contra a movimentação por um possível pedido de impeachment do prefeito Wagner Rodrigues (União Brasil). O parlamentar classificou as articulações como uma tentativa de antecipar o processo eleitoral de 2028 e “implantar o caos” na cidade por meio de denúncias infundadas.
“2026 começou da pior forma possível, com ataques covardes, cruéis e infundados de um grupo que antecipou o processo eleitoral de 2028 e acha que vai tomar a prefeitura no tapetão”, afirmou o vereador.
Segundo Duarte, as acusações de que a gestão municipal teria desviado R$ 500 milhões do Fundeb não passam de boatos, baseados em erro técnico na leitura de extratos bancários. “Acusaram o prefeito de roubar R$ 500 milhões da educação apenas por um erro de códigos do Banco do Brasil, sem sequer pedir o extrato da Caixa para verificar onde estava o dinheiro”, disse.
“Tentativa de tomada de poder no tapetão”
No discurso, Marcos Duarte reagiu diretamente às articulações que, segundo ele, já ensaiam um pedido de impeachment contra Wagner Rodrigues. Para o vereador, trata-se de uma estratégia política para desestabilizar a gestão e ganhar espaço eleitoral de forma antecipada.
“Ensaiam agora um pedido de impeachment contra o prefeito municipal, bancado covardemente por alguns que acham que vão tomar a prefeitura de forma antecipada. O processo só vai iniciar em 2028. Nós não deixaremos”, declarou.
O parlamentar afirmou que não fazia uma defesa pessoal da gestão, mas da estabilidade institucional do município. “O prefeito não precisa de defensor. O próprio trabalho da gestão fala por si. Araguaína vai muito bem”, reforçou.
Críticas à disseminação de fake news
Marcos Duarte também criticou o que chamou de atuação de sites criados para extorquir e difamar políticos, usando denúncias falsas como instrumento de pressão.
“Alguns criam sites simplesmente para extorquir políticos tocantinenses, para denegrir, caluniar e difamar, com o objetivo de plantar o caos”, afirmou. “Esses mesmos sites disseram que minhas contas seriam reprovadas, que o prefeito seria preso, mas não têm caráter de publicar a verdade depois”, completou.
Segundo o vereador, esse tipo de prática não ocorre apenas em Araguaína, mas já se espalha por outras regiões do estado.
Erro do Banco do Brasil
As denúncias envolvendo o Fundeb surgiram após um erro no sistema do Banco do Brasil, que passou a exibir descrições equivocadas em códigos de transferências financeiras. O próprio banco reconheceu oficialmente o problema e encaminhou documento à Prefeitura de Araguaína.
De acordo com o BB, a inconsistência ocorreu após a atualização da tabela de codificação de receitas e despesas do Fundeb, determinada pela Portaria nº 1.052 do FNDE, de novembro de 2025. Com a mudança, o Código 52, antes exibido como “Folha de Pagamento”, passou a aparecer como “Estorno de Repasse Indevido ou a Maior FNDE”, sem que houvesse qualquer estorno real.
“O banco reconheceu que se trata de um erro de exibição de dados, sem qualquer relação com irregularidade na aplicação dos recursos”, informou a instituição.
“Não haverá impeachment em Araguaína”
No encerramento do discurso, Marcos Duarte enviou um recado direto à população e aos articuladores políticos.
“Não irá haver em Araguaína processo de tapetão. Ninguém vai tomar a gestão municipal no tapetão. O prefeito vai terminar seu mandato até 31 de dezembro de 2028”, garantiu.
“Nós vamos exercer o papel de fiscalizar, mas não de inquisidor. Caluniar, difamar e implantar o caos em uma cidade que vai muito bem, isso nós não vamos aceitar”, concluiu.
Para o vereador, o episódio serve de alerta sobre a antecipação do jogo político e o uso da desinformação como ferramenta de disputa de poder no município.