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CRISE NO EXECUTIVO

Wanderlei reage e deixa claro que não gosta de Laurez nem quer sua permanência no Palácio

"Eu não quero convivência com quem me traiu", afirma categoricamente.

Por Auro Giuliano | AF Notícias 1.669
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16/01/2026 15h48 - Atualizado há 3 semanas
Wanderlei endureceu o discurso após postagem da ex-senadora Kátia Abreu

Notícias do Tocantins - O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) endureceu o discurso após a alfinetada da ex-senadora Kátia Abreu ao comentar o imbróglio envolvendo a retirada do gabinete do vice-governador Laurez Moreira (PSD) do Palácio Araguaia. A resposta foi dada durante um evento no Jalapão, nesta sexta-feira (16), e marcou a manifestação mais contundente do governador desde o início da polêmica sobre o "despejo" do gabinete do vice.

Logo no início da fala, Wanderlei fez referência direta à postagem de Kátia Abreu nas redes sociais. “Ontem mesmo eu vi uma mensagem de uma ex-senadora me xingando, me maltratando, porque ela disse que eu tirei o vice-governador de dentro do Palácio”, afirmou. Em seguida, sustentou que a sede do Executivo estadual é um espaço exclusivo do chefe do governo. “O Palácio é o lugar do governador trabalhar. O vice-governador trabalha na Vice-Governadoria, que pode funcionar em qualquer prédio público do Estado”, declarou.

Na sequência, o governador afirmou que a decisão foi motivada pelo rompimento político com Laurez Moreira. “Ele conspirou contra o meu governo, contra a minha pessoa e contra a minha família. Eu não quero conviver no mesmo lugar com a pessoa que eu não gosto, com quem eu não convivo”, disse. Segundo Wanderlei, a medida teve como objetivo evitar qualquer convivência institucional. “Eu só pedi para que o retirassem do meu ambiente de trabalho, porque eu não queria a convivência com quem me traiu”, reforçou.

Para justificar a decisão, o governador recorreu a comparações com outras esferas de poder. Citou a Prefeitura de Palmas, onde o gabinete do vice-prefeito funciona fora do prédio principal do Executivo, e também a Presidência da República. “Vá ao Palácio do Planalto para ver se o vice-presidente está dentro do Palácio. Quem trabalha lá é o presidente. O vice tem a Vice-Presidência”, afirmou. No plano federal, porém, o vice-presidente Geraldo Alckmin exerce funções ativas e acumula o cargo com o de ministro de Estado.

O paralelo com a capital também carrega uma leitura política. Em Palmas, prefeito e vice se distanciaram após o afastamento do titular por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Durante o período em que o vice assumiu interinamente, promoveu mudanças administrativas que acirraram o conflito. Com o retorno do prefeito ao cargo, o vice perdeu espaço na gestão.

 

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A reação de Wanderlei ocorre após Kátia Abreu publicar uma mensagem de tom ácido no X (antigo Twitter), na qual afirmou que “lugar de WB não é no Palácio Araguaia” e que Laurez “vai ocupar o seu lugar de direito quando a justiça do Brasil e de Deus agir”. A ex-senadora também associou o episódio à instabilidade jurídica do governador, ampliando o alcance político do conflito.

O embate se dá em meio ao rearranjo do tabuleiro eleitoral para 2026. Laurez Moreira é pré-candidato ao governo do Tocantins, enquanto Wanderlei Barbosa articula alianças com o grupo liderado pela senadora Dorinha Seabra (União Brasil). A troca pública de acusações indica que a crise extrapolou o campo administrativo e passou a ocupar o centro da disputa política estadual, com potencial impacto direto na sucessão governamental.

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