Em Paraíso

Achado não é roubado? Empresário encontra cartão perdido, faz compras e acaba indiciado

Apesar de não possuir antecedentes criminais, ele foi indiciado por furto qualificado.

Por Redação 774
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06/03/2026 15h44 - Atualizado há 1 mês
Empresário usou cartão para fazer e abastecer seu veículo.

Notícias do Tocantins - Um empresário de 48 anos foi indiciado pela Polícia Civil após usar um cartão bancário que havia sido perdido por outra pessoa para realizar compras e abastecer o próprio veículo em Paraíso do Tocantins. O caso foi investigado pela Polícia Civil do Tocantins, por meio da 63ª Delegacia de Polícia.

De acordo com o delegado José Lucas Melo, responsável pela investigação, o homem encontrou o cartão extraviado e, em vez de tentar localizar o dono ou entregá-lo às autoridades, decidiu utilizá-lo como se fosse seu, realizando diversas transações para obter vantagem financeira.

As investigações apontaram que o empresário fez compras em estabelecimentos comerciais que somaram cerca de R$ 500 e ainda utilizou o cartão para abastecer o próprio carro, acumulando aproximadamente R$ 200 em combustíveis.

A identificação do suspeito ocorreu após a Polícia Civil reunir imagens e registros dos locais onde o cartão foi utilizado, o que permitiu rastrear as transações e chegar ao autor do crime. Apesar de não possuir antecedentes criminais, ele foi indiciado por furto qualificado mediante fraude, delito previsto no Código Penal.

O delegado destaca que situações como essa desmentem o antigo ditado popular de que “achado não é roubado”. Segundo ele, quando alguém encontra um objeto perdido e passa a utilizá-lo como se fosse seu, especialmente para obter vantagem financeira, a conduta configura crime.

A orientação das autoridades é que, ao perder cartões bancários, a vítima comunique imediatamente a instituição financeira e registre boletim de ocorrência, reduzindo o risco de prejuízos. Já quem encontrar objetos extraviados deve procurar devolvê-los ao proprietário ou entregá-los a uma delegacia.

Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que irão analisar as medidas legais cabíveis contra o investigado.

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