Caso Myllena Ferreira

Advogada aponta 'inércia' das autoridades após acidente que matou biomédica grávida

Empresária Myllena Ferreira, de 27 anos, estava grávida de seis meses.

Por Conteúdo AF Notícias 931
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11/02/2026 10h50 - Atualizado há 3 semanas
Biomédica Myllena Ferreira, de 27 anos, estava grávida de seis meses

Notícias de Araguaína  - A família da biomédica Myllena Ferreira de Amorim, de 27 anos, voltou a cobrar providências das autoridades em relação ao acidente que resultou na morte da jovem e de seu bebê. Ela estava grávida de seis meses. O caso aconteceu no dia 16 de janeiro, no Setor Coimbra, em Araguaína.

Myllena era proprietária de uma clínica de beleza no município e conduzia uma motocicleta no momento da colisão. Conforme apurado, o automóvel trafegava pela Rua 11 e, ao cruzar a Avenida Brasil, acabou colidindo com a moto, que seguia pela via preferencial.

Uma câmera de segurança registrou o momento do acidente. Segundo a advogada da família, Kátia da Silva Machado, as imagens demonstram que a condutora da caminhonete Hilux, identificada como Iosnete Pereira de Sousa, de 48 anos, teria avançado a sinalização de parada obrigatória, ocasionando a batida. Com o impacto, Myllena sofreu ferimentos graves e morreu. A advogada também divulgou um vídeo inédito que mostra a gravidade da colisão.

A perícia técnica foi acionada no dia do acidente para realizar os procedimentos necessários e auxiliar na apuração das circunstâncias da colisão. No entanto, de acordo com a advogada da família, até o momento o laudo pericial não foi concluído.

Em nota, a advogada Kátia Machado manifestou preocupação com a condução do caso e criticou a ausência de medidas cautelares, como a suspensão imediata da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) da condutora. Segundo ela, esta providência está prevista em lei e seria necessária para resguardar a segurança pública.

“A inércia institucional diante de um caso tão grave compromete a credibilidade do sistema de justiça, aprofunda a dor da família e transmite à sociedade a mensagem inaceitável de que vidas podem ser ceifadas sem que medidas mínimas de responsabilização sejam adotadas com a urgência necessária”, disse.

A defesa pede atuação firme e célere do Ministério Público e das autoridades competentes para assegurar a responsabilização da condutora e evitar que novas tragédias ocorram.

“Reitero a necessidade de atuação firme, célere e efetiva do Ministério Público e das autoridades competentes, com a adoção das medidas judiciais cabíveis para assegurar a responsabilização de Iosnete Pereira de Sousa e impedir que novas tragédias ocorram. A memória de Myllena e de seu bebê exige respeito, seriedade e compromisso com a justiça”, declarou em nota.

Até o momento, não houve manifestação pública da defesa de Iosnete Pereira de Sousa. O espaço segue aberto para posicionamento.

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