Caso Gustavo

Advogado investigado pela morte do filho de 3 anos tem registro suspenso pela OAB Tocantins

Medida foi adotada pela Diretoria, Conselho Seccional e Tribunal de Ética e Disciplina.

Por Conteúdo AF Notícias
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06/08/2026 08h20 - Atualizado há 1 semana
Tribunal de Ética da OAB-TO determina suspensão cautelar de advogado preso

Notícias de Palmas - A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) anunciou a suspensão cautelar do advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, investigado pela morte do próprio filho, Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, em Palmas.

A decisão foi tomada pela Diretoria da OAB Tocantins, pelo Conselho Seccional e pelo presidente do Tribunal de Ética e Disciplina (TED), com base no Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei nº 8.906/94).

Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (05/08), a entidade informou que a medida possui caráter cautelar e permanecerá em vigor até a instauração e análise do respectivo procedimento disciplinar no Tribunal de Ética e Disciplina.

Segundo a OAB, durante o processo serão assegurados ao advogado o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.

"A medida possui natureza cautelar e permanecerá vigente até instauração e análise do respectivo procedimento disciplinar no TED, assegurados ao representado o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal", afirma a nota.

A entidade também reafirmou seu compromisso com os princípios que norteiam o exercício da advocacia e a atuação institucional da Ordem.

"A OAB Tocantins reafirma seu compromisso com os princípios históricos que regem o exercício da profissão e a atuação da OAB", destacou.

Investigação

Igor Gustavo Veloso de Sousa foi preso preventivamente na madrugada desta quinta-feira (6), juntamente com a companheira, Kathellen Moreira, no âmbito da investigação sobre a morte de seu filho, Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos.

Inicialmente, o pai informou à Polícia Civil que a criança teria morrido após um suposto afogamento na piscina da residência da família. No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) descartou essa hipótese e concluiu que o menino morreu em decorrência de múltiplas agressões e violência sexual.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e segue sob sigilo. Os dois investigados permanecem presos preventivamente enquanto a Polícia Civil dá continuidade às investigações.

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