Caso em Araguaína

Advogado sobrinho de Dulce Miranda contesta versão da Polícia Civil e denuncia ameaças

Por Agnaldo Araujo
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14/08/2018 14h37 - Atualizado há 1 ano
O advogado Reinaldo Pagani Pereira Cardoso, 40 anos, sobrinho da ex-primeira-dama do Tocantins e deputada federal Dulce Miranda (MDB), contestou a versão apresentada pela Polícia Civil sobre a suposta tentativa de homicídio praticada contra seu próprio irmão, Clarindo Pagani Cardoso, 37 anos. O caso ocorreu em janeiro de 2018 em Araguaína. As investigações foram concluídas e o advogado foi indiciado pelo crime de lesão corporal grave e por porte ilegal de arma de fogo. Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por uma transferência de R$ 400 mil que Clarindo fez para Dulce Miranda, sua tia. Desse valor, a deputada teria repassado R$ 200 mil para Reinaldo, sendo este o estopim da animosidade entre os irmãos. Contudo, o advogado nega a versão. "As narrativas sobre valores e depósitos informados não guardam qualquer relação com a realidade, tendo sido inventadas e utilizadas pelo senhor Clarindo para chantagear parte da família para obter dinheiro", diz a nota. Veja a nota na íntegra "Com relação as notícias publicadas pela Polícia Civil em redes sociais na data de hoje, venho esclarecer: 1 – Nunca existiu registro de ocorrência por parte do senhor Clarindo Pagani Cardoso contra a minha pessoa, pois nunca ameacei ninguém; 2 – As narrativas sobre valores e depósitos informados não guardam qualquer relação com a realidade, tendo sido inventadas e utilizadas pelo senhor Clarindo para chantagear parte da família para obter dinheiro; 3 – O relatório da autoridade policial ignora as diversas mensagens de texto contendo ameaças proferidas pelo senhor Clarindo, algumas delas na mesma data em que ocorreu o infeliz incidente; 4 – É válido informar que mesmo após o ocorrido o senhor Clarindo Pagani Cardoso continua a enviar mensagens ameaçando a mim e a minha família, sendo que desde o início do mês de junho tais fatos foram levados ao conhecimento da Polícia Civil e até agora nenhuma providência concreta foi levada a efeito; 5 – Algumas das mensagens por ele enviadas inclusive são depreciativas em relação ao trabalho policial; 6 – Fiz questão de enfatizar em meu depoimento que bem antes daquela ocorrência havia renunciado à herança deixada por meu pai, como forma de ter paz. Infelizmente isso foi ignorado no relatório da autoridade policial; 7 – O relatório da autoridade policial faz indevida relação da arma envolvida no episódio com a minha atividade de atirador desportivo, pois tal arma está registrada em meu acervo do SINARM, com finalidade precípua de defesa pessoal, estando naquela data inclusive em imóvel de minha propriedade; 8 – Causa estranheza uma ocorrência policial que trata de um incidente precedido por “n” ameaças quanto a minha integridade física seja noticiada pela Policia Civil do Tocantins como relacionado a pessoa da família que exerce atividade política; 9 – O exercício do contraditório em juízo fará com que a realidade dos fatos venha à tona e o que realmente importa no caso concreto seja tratado com a seriedade exigida; 10 – Ressalto que a condução da publicidade deste caso contrasta com as provas constantes nos autos, o que restará provado ao final do processo judicial. Araguaína/TO, 14 de agosto de 2018. Reinaldo Pagani P. Cardoso Veja mais... http://afnoticias.com.br/sobrinho-de-dulce-miranda-atirou-no-irmao-apos-deputada-transferir-r-200-mil-diz-policia/

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