Polícia Civil apreendeu celulares, carregadores de arma e munições.
Notícias de Gurupi – Quase um ano após o assassinato do brigadista Sidiney de Oliveira Silva, a Polícia Civil do Tocantins deu um novo passo para esclarecer o crime. Na manhã desta segunda-feira (02/06), a 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi deflagrou uma operação que teve como alvos dois agropecuaristas e um policial militar investigados por possível envolvimento no caso ocorrido em Formoso do Araguaia.
Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça com o objetivo de reunir provas que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias do homicídio e identificar todos os envolvidos.
Um dos investigados acabou preso em flagrante por posse ilegal de munições. Já o policial militar alvo da operação encontra-se preso preventivamente em decorrência de outra investigação de homicídio e está custodiado na sede do 4º Batalhão da Polícia Militar, em Gurupi. No local, os policiais apreenderam carregadores de arma de fogo e um aparelho celular, que passarão por análise pericial.
Investigação ganhou novo rumo
O inquérito foi transferido para a 3ª DHPP há cerca de 30 dias. Desde então, segundo a Polícia Civil, as diligências avançaram significativamente e permitiram identificar elementos que apontam para a atuação de pessoas ligadas não apenas à execução do crime, mas também ao planejamento e à possível intermediação do assassinato.
As buscas realizadas nesta segunda-feira integram uma nova etapa das investigações, considerada estratégica para o aprofundamento da apuração.
Brigadista foi morto com tiros pelas costas
Sidiney de Oliveira Silva foi assassinado na manhã de 15 de junho de 2024, no município de Formoso do Araguaia. De acordo com as investigações, o brigadista foi surpreendido e atingido por dois disparos de arma de fogo pelas costas, não resistindo aos ferimentos.
O caso teve grande repercussão na região e, desde então, familiares e amigos aguardam a identificação e responsabilização dos autores e possíveis mandantes do crime.
Polícia busca esclarecer toda a cadeia de envolvidos
A Polícia Civil informou que o material apreendido durante a operação será submetido a análises técnicas para subsidiar a conclusão do inquérito policial.
Os investigadores trabalham para esclarecer toda a dinâmica do homicídio, incluindo a participação de eventuais executores, intermediários e possíveis articuladores do crime.
As investigações seguem sob sigilo para preservar a produção de provas e evitar prejuízos às diligências em andamento. A Polícia Civil reafirmou o compromisso de concluir o caso e promover a responsabilização criminal de todos os envolvidos, nos termos da lei.