Em Miracema (TO)

Chefe da facção 'Tropa do Papai' é preso em operação após onda crimes violentos no Tocantins

Ação da 6ª DEIC resultou em oito prisões em Miracema do Tocantins.

Por Redação
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12/06/2026 08h55 - Atualizado há 1 mês
O principal alvo é um homem conhecido no mundo do crime como ‘Peteco’

Notícias do Tocantins - Uma operação da Polícia Civil do Tocantins realizada na manhã desta sexta-feira (12/06) resultou na prisão do homem apontado como líder de uma facção criminosa responsável por uma série de ataques violentos registrados em Miracema do Tocantins.

As ações criminosas, ocorridas ao longo do mês de maio, estariam ligadas à disputa por pontos de venda de drogas e provocaram insegurança e temor entre moradores do município.

A ofensiva foi coordenada pela 6ª Delegacia Especializada de Investigações Criminais (6ª DEIC) de Paraíso do Tocantins e cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Palmas e Miracema.

O principal alvo da operação foi um homem conhecido pelo apelido de “Peteco”, apontado pelas investigações como chefe da célula local da facção denominada “Tropa do Papai”. Ele foi localizado e preso em Palmas. Apesar de já ser monitorado por tornozeleira eletrônica em razão de condenações anteriores, o investigado continuava, segundo a Polícia Civil, exercendo papel de liderança na organização criminosa. Durante o cumprimento dos mandados, ele também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

Outro mandado de prisão preventiva foi cumprido contra um integrante do grupo que já se encontrava recolhido em uma unidade penal da capital por envolvimento em outros crimes. Dois investigados considerados integrantes da organização seguem foragidos e são procurados pelas forças de segurança.

Seis prisões em flagrante durante a operação

Além dos mandados judiciais, a operação resultou na prisão em flagrante de seis pessoas por diferentes crimes relacionados à atuação da facção.

No imóvel vinculado ao principal investigado, uma mulher foi presa após destruir o próprio aparelho celular no momento em que os policiais chegaram para cumprir as ordens judiciais. Ela responderá pelo crime de embaraço à investigação de organização criminosa. Conforme as investigações, a suspeita também teria participação nas atividades do grupo, sendo responsável por alugar imóveis utilizados pela facção.

A esposa de “Peteco” também foi autuada em flagrante, suspeita de integrar a estrutura criminosa.

Em Miracema, outra mulher acabou presa após igualmente danificar o celular durante a ação policial, conduta que, segundo os investigadores, buscava impedir o acesso a possíveis provas armazenadas no aparelho.

Outros três indivíduos ligados ao grupo criminoso foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.

Disputa por território e ataques contra rivais

De acordo com as investigações conduzidas pela 6ª DEIC, os ataques violentos atribuídos ao grupo criminoso têm relação direta com a disputa pelo controle do tráfico de drogas em Miracema do Tocantins.

Os levantamentos apontam ainda que parte das ações teria sido motivada por represálias após a morte de integrantes da facção em confrontos e conflitos relacionados à atividade criminosa. A polícia suspeita que os investigados atuavam de forma organizada para localizar e atacar membros de grupos rivais, intensificando a violência na cidade.

Operação integra ação nacional contra facções

A ofensiva faz parte da Operação Narke VI, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em todo o país para combater organizações criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e crimes violentos.

Responsável pelas investigações, o delegado Antônio Onofre Oliveira da Silva Filho destacou que a operação representa mais um passo no enfrentamento às facções criminosas que atuam na região. “A operação, além de desarticular o grupo criminoso, tem por objetivo promover ações de repressão qualificada contra a atuação de organizações criminosas na região”, afirmou.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros integrantes da facção, localizar os foragidos e aprofundar a apuração sobre a participação de cada investigado nos crimes atribuídos ao grupo.

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