Um suspeito foi preso na ação contra o tráfico internacional de drogas.
Notícias do Tocantins - O cerco policial montado no sudeste do Estado foi concluído nesta quinta-feira (26) com a morte do último suspeito procurado na Operação Entre Rios. A Polícia Militar do Tocantins afirma que o homem era apontado como integrante de uma organização criminosa transnacional especializada no transporte de drogas e que teria reagido à abordagem, efetuando disparos contra as equipes.
Segundo a corporação, houve revide e o suspeito morreu no local. Com ele, foi apreendida uma pistola calibre 9 milímetros. A operação contabiliza sete investigados mortos em confrontos e um preso.
A ação teve início no domingo (22), após a apreensão de uma aeronave modelo Baron e cerca de 500 quilos de pasta-base de cocaína em uma pista de pouso clandestina na região entre os municípios de Paranã e São Salvador do Tocantins. A droga, conforme as investigações, teria saído da Bolívia com destino ao Nordeste do país.
Cerco na mata
No primeiro dia da operação, quatro suspeitos morreram após fugirem para uma área de mata durante tentativa de abordagem, segundo a PM. Na terça-feira (24), outros dois investigados foram localizados e morreram em novos confrontos. O sétimo integrante foi encontrado nesta quinta-feira, encerrando o cerco que mobilizou cerca de 80 policiais militares.
A operação contou com apoio da Polícia Militar de Goiás e da Polícia Federal. Ao todo, foram empregadas 25 viaturas, duas aeronaves e drones com tecnologia capaz de identificar calor corporal sob vegetação densa. Equipes goianas permaneceram aproximadamente dez dias infiltradas na região para monitorar a movimentação do grupo.

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Estrutura para voos clandestinos
Na pista clandestina, os policiais encontraram galpões com grande quantidade de galões de combustível e estruturas escavadas no solo para ocultação de drogas. A suspeita é de que o local funcionasse como ponto de apoio logístico para voos clandestinos de longa distância.
Durante a operação, foram apreendidos:
7 armas de fogo (5 pistolas e 2 revólveres calibre .38);
14 fardos de substância análoga ao cloridrato de cocaína (aproximadamente 500 kg);
1 aeronave modelo Baron;
1 caminhonete.
Segundo a PM, o Tocantins vinha sendo utilizado como rota intermediária para transferência da droga, com pousos rápidos em pistas clandestinas e posterior transporte por caminhões. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal.