Tocantins

Dois PMs são presos suspeitos de executar mototaxista que denunciou abusos e ameaças

Prisão temporária tem prazo de 30 dias; caso tramita sob sigilo judicial.

Por Redação 1.452
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12/02/2026 09h00 - Atualizado há 3 semanas
Ele foi achado com marcas de tiro ao lado da moto

Notícias do Tocantins - Dois policiais militares investigados pela morte de um mototaxista foram presos temporariamente por decisão da Justiça a pedido do Ministério Público do Tocantins (MPTO). A medida foi determinada no âmbito do inquérito que apura o homicídio de Jefferson Lima Borges, de 25 anos, executado a tiros na zona rural de Sandolândia, em setembro de 2025.

A prisão temporária de Devany Gomes dos Santos e Cláudio Roberto Nunes foi requerida pela autoridade policial e recebeu parecer favorável da Promotoria de Justiça de Araguaçu. O Judiciário acolheu o pedido e determinou a custódia dos investigados por 30 dias.

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, Jefferson foi morto com múltiplos disparos de arma de fogo durante a madrugada, em uma emboscada em local ermo. Há indícios de que o crime tenha sido motivado por retaliação.

Dias antes de ser morto, o mototaxista havia procurado o Ministério Público para formalizar uma notícia de fato relatando supostas condutas abusivas e ameaças atribuídas aos policiais agora investigados.

Ao se manifestar pela prisão temporária, o MP destacou a necessidade da medida para garantir o regular andamento das investigações, diante de indícios de possível interferência na produção de provas.

Na decisão, a Justiça determinou que a prisão seja cumprida em unidade militar, em razão da condição funcional dos investigados, conforme previsão legal.

O QUE DIZ A PM?

A Polícia Militar do Tocantins (PMTO) informou que cumpriu, na tarde desta terça-feira (10), os mandados de prisão temporária expedidos pela 1ª Escrivania Criminal da Comarca de Araguaçu. Os dois policiais estão custodiados na sede do 4º Batalhão da PM, em Gurupi, à disposição da Justiça.

Em nota, a PMTO afirmou que a investigação está sendo conduzida pelas autoridades competentes e que aguardará o andamento dos trâmites legais nas esferas cível e criminal. A corporação reforçou ainda que não compactua com desvios de conduta e que adotará as medidas administrativas cabíveis conforme os desdobramentos do caso.

"A Polícia Militar reforça seu compromisso com a legalidade, transparência e o respeito às decisões do Poder Judiciário, reiterando que não compactua com quaisquer desvios de conduta por parte de seus integrantes", finaliza a nota da corporação.

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