Foragidos

Esquema teria usado biometria de idosos para liberar empréstimos no Tocantins; casal é procurado

Investigação aponta 22 vítimas em esquema de empréstimos fraudulentos.

Por Redação 1.119
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09/09/2026 09h50 - Atualizado há 3 semanas
Jaqueline Dos Santos, de 27 anos, e Fernando Cardoso, de 44 anos, são procurados pela Polícia

Notícias do Tocantins - A Polícia Civil do Tocantins procura dois investigados suspeitos de integrar um esquema de estelionato que teria feito pelo menos 22 vítimas no Bico do Papagaio, principalmente idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Cerca de R$ 78,8 mil provenientes de empréstimos supostamente contratados mediante fraude já foram rastreados durante a investigação.

Os procurados são Jaqueline dos Santos Silva, de 27 anos, e Fernando Cardoso Paysan, de 44 anos. Contra os dois há mandados de prisão preventiva expedidos pela Vara Criminal, de Violência Doméstica e Juizado Especial Criminal de Araguatins. Apesar das diligências realizadas até o momento, eles continuam foragidos.

Segundo a 8ª Delegacia de Polícia de Buriti do Tocantins, algumas das vítimas são analfabetas ou têm pouca familiaridade com serviços bancários e meios eletrônicos.

Qualquer informação que possa ajudar na localização dos investigados pode ser repassada pelo WhatsApp da delegacia, no número (63) 3901-7270, ou pelo telefone 197 da Polícia Civil. O sigilo da denúncia é garantido.

Vítimas eram levadas a bancos

De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam técnicas de engenharia social para conquistar a confiança das vítimas. Em algumas situações, elas eram acompanhadas até instituições bancárias sob o argumento de que precisariam realizar recadastramento biométrico, atualização de benefícios ou outros procedimentos administrativos.

Nos terminais bancários, as vítimas eram orientadas a utilizar a biometria sem, supostamente, compreender que poderiam estar autorizando operações financeiras, entre elas empréstimos e transferências.

Um dos casos investigados envolve um idoso de 81 anos, analfabeto. Segundo a Polícia Civil, ele teria sido levado a um posto de atendimento bancário e induzido a realizar uma validação biométrica. A operação resultou na contratação de um empréstimo de aproximadamente R$ 2,8 mil, posteriormente direcionado a uma conta identificada pelos investigadores.

Polícia rastreou caminho do dinheiro

Com autorização judicial para quebra do sigilo bancário, os policiais reconstruíram parte da movimentação dos recursos e identificaram duas contas que teriam sido utilizadas para receber valores provenientes das vítimas.

Em uma delas, foram rastreados aproximadamente R$ 44,2 mil. A segunda recebeu cerca de R$ 34,5 mil. Somados, os valores chegam a aproximadamente R$ 78,8 mil.

A investigação continua com análise de dados bancários e tecnológicos para identificar todos os envolvidos na execução das fraudes, os beneficiários dos recursos e uma eventual participação de outras pessoas no esquema.

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