Ingrid Lorane deixa 2 filhos, que foram encontrados no local do crime.
Notícias de Palmas - Um crime de extrema violência causou comoção em Palmas, no último sábado (3). A jovem Ingrid Lorane Negreiros Santos, de 22 anos, foi morta a golpes de faca na região sul da capital. O principal suspeito é o marido da vítima, Ires Rodrigues do Nascimento, de 36 anos, que foi preso horas depois pela Polícia Militar.
Ingrid deixou dois filhos pequenos, de 2 e 6 anos, que foram encontrados no local do crime pelas equipes policiais, fato que ampliou a repercussão e a indignação em torno do caso. Testemunhas relataram à Polícia Militar que, antes do assassinato, Ires estaria ingerindo bebida alcoólica. Após o ataque, ele fugiu em uma motocicleta.
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito foi localizado por equipes da ROTAM em menos de 15 horas após o crime, escondido a cerca de duas quadras do local onde Ingrid foi assassinada. Durante a abordagem, ele confessou ter desferido 23 golpes de faca contra a companheira.
O homem foi conduzido à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi autuado em flagrante por feminicídio. Após passar por audiência de custódia, teve a prisão mantida e segue recolhido na Unidade Penal de Palmas.
O corpo de Ingrid Lorane Negreiros Santos passou por exames de necropsia no Instituto Médico Legal (IML) e foi liberado aos familiares para velório e sepultamento. O caso provocou forte repercussão social pela brutalidade do crime e pelo impacto direto sobre os filhos da vítima, que agora ficam órfãos de mãe.

A tragédia reacendeu o debate sobre a escalada da violência contra a mulher no Tocantins. “Quantas mulheres ainda precisarão entrar para essa triste estatística?”, questionam moradores da capital diante de mais um caso de feminicídio.
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Secretaria da Mulher manifesta repúdio
Em nota, a Secretaria de Estado da Mulher (SecMulher) manifestou profundo pesar pela morte de Ingrid Lorane. A pasta destacou que a perda de uma jovem mulher, “de forma tão precoce e violenta”, representa uma ruptura irreparável para a família e evidencia a gravidade da violência de gênero.
“A Secretaria se solidariza com os familiares e amigos da vítima e, especialmente, com os filhos, que permanecem como as maiores vítimas dessa tragédia. A violência contra a mulher é uma grave violação de direitos humanos, exige enfrentamento permanente e não pode ser naturalizada”, diz o comunicado, divulgado no domingo (4).