Estimativa é de que até 200 sacos de cimento estariam sendo furtados por semana.
Notícias de Araguaína - Um suposto esquema de furto e revenda de materiais de construção pode ter causado um prejuízo superior a R$ 1 milhão a uma empresa de Araguaína, no norte do Tocantins. Três suspeitos de envolvimento no esquema foram presos pela Polícia Militar e 23 sacos de cimento foram recuperados durante a operação realizada nesta quinta-feira (1º/10).
Segundo informações repassadas pela PM, a ocorrência começou por volta das 15h30, depois que equipes foram acionadas para averiguar um furto em um estabelecimento comercial localizado na Avenida Filadélfia.
Durante as diligências, os policiais levantaram a suspeita de que funcionários da própria empresa estariam envolvidos no desvio dos materiais. Conforme as informações apuradas inicialmente, um dos envolvidos seria responsável por separar os produtos, enquanto outro faria o carregamento.
Um terceiro suspeito teria a função de revender o cimento e posteriormente repassar parte do dinheiro aos demais envolvidos.
O material, segundo a PM, era colocado em um caminhão alugado e transportado para outros endereços, onde posteriormente seria armazenado ou comercializado.
As diligências levaram os policiais até uma residência onde parte do cimento supostamente desviado estava armazenada. De acordo com a Polícia Militar, o imóvel pertence ao pai de um dos suspeitos.
No local, os militares recuperaram 23 sacos de cimento. O proprietário da residência, de 37 anos, também foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a origem do material.
Esquema pode ter ocorrido por mais de dois anos
O caso ganhou dimensão ainda maior após o proprietário da empresa relatar à Polícia Militar que os desvios podem estar acontecendo há mais de dois anos.
Segundo o relato apresentado aos policiais, a estimativa é de que entre 150 e 200 sacos de cimento estariam sendo retirados da empresa por semana.
Caso os números sejam confirmados, o volume desviado ao longo do período pode ser expressivo. A quantidade exata, a duração do esquema e a participação de cada suspeito, no entanto, ainda serão apuradas pela Polícia Civil.
A estimativa inicial apresentada pelo empresário aponta para um prejuízo superior a R$ 1 milhão. O valor ainda dependerá de levantamento detalhado durante a investigação.
A Polícia Militar informou que as diligências continuaram ao longo desta quinta-feira, com buscas por outros possíveis envolvidos e também por pessoas que possam ter participado da receptação ou revenda dos materiais.
Quatro homens foram levados à delegacia
Até o momento, quatro homens foram apresentados à Polícia Civil.
Três deles, com idades de 18, 20 e 22 anos, são suspeitos de participação direta no furto dos materiais. O quarto, de 37 anos, é investigado por possível receptação e é proprietário do imóvel onde os 23 sacos de cimento foram encontrados.
A vítima e os materiais recuperados também foram apresentados à delegacia para os procedimentos necessários.
Segundo a Polícia Militar, outras pessoas ainda poderão ser conduzidas à medida que novas informações forem levantadas.
A investigação deverá esclarecer a participação individual de cada envolvido, a quantidade total de material supostamente desviada, os possíveis compradores dos produtos e o prejuízo efetivamente causado à empresa.
Os envolvidos ficaram à disposição das autoridades para os procedimentos legais.
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