FRAUDES ELETRÔNICAS

Gaeco denuncia 18 pessoas do Tocantins por golpes virtuais aplicados em todo o Brasil

Estelionato, associação criminosa, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e coação.

Por Redação | AF Notícias
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28/07/2025 09h48 - Atualizado há 8 meses
A denúncia foi apresentada pelo Gaeco/MPTO no dia 8 de julho

Notícias do Tocantins – O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Tocantins (MPTO), ofereceu denúncia criminal contra 18 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas. O grupo, com base operacional no Tocantins, teria aplicado golpes em vítimas de vários estados do país, incluindo Rio Grande do Sul, Amapá, Goiás, Rio de Janeiro e o próprio Tocantins.

A denúncia foi protocolada em 8 de julho e aceita pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Palmas no dia 22 do mesmo mês.

As investigações tiveram início em julho de 2020, após uma moradora de Palmas transferir R$ 4.900,00 a um golpista. A vítima foi induzida ao erro por meio de uma conversa no WhatsApp, em que o criminoso se passou por seu filho e alegou urgência no pagamento.

A partir do caso, a Justiça autorizou o afastamento do sigilo de dados telefônicos e bancários utilizados no golpe. Com base nas informações obtidas, foi deflagrada uma operação de busca e apreensão, que resultou na coleta de dispositivos eletrônicos, cartões bancários e outros materiais. As provas reunidas permitiram identificar a atuação e a função de cada integrante no esquema criminoso.

A maioria dos denunciados reside em Porto Nacional (TO), onde também estavam registradas as contas bancárias utilizadas para receber os valores das fraudes. Entre os acusados estão desde os articuladores do esquema até pessoas que cederam suas contas bancárias à organização criminosa.

De acordo com a denúncia do Gaeco, “a organização criminosa é composta por uma extensa rede de agentes, que recebiam os recursos bancários por meio de fraudes eletrônicas e os pulverizavam por meio de saques, transferências, pagamentos de boletos, operações em máquinas de cartões de crédito e outras transações previamente organizadas e concatenadas”.

Os denunciados responderão por diversos crimes, entre eles estelionato, associação criminosa, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e coação no curso do processo.

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