Crime aconteceu em praça pública no distrito de Bielândia, município de Filadélfia.
Notícias do Tocantins - O Tribunal do Júri da Comarca de Filadélfia condenou Yago Pinheiro Sirqueira Santos a 16 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pela morte de Gleydson Pereira Rodrigues, de 38 anos. O julgamento foi realizado na quinta-feira (13/08), no Fórum da cidade, quase dois anos após o crime.
Gleydson foi morto na noite de 6 de outubro de 2024, por volta das 23h30, na Praça Ana Maria, no distrito de Bielândia, região norte do Tocantins. Na ocasião, ele participava de uma comemoração política pela vitória do prefeito de Filadélfia.
Segundo as informações registradas pela Polícia Militar na época, a vítima teria se envolvido em uma discussão com Yago, também conhecido como Hiago Dias.
Após o desentendimento, o acusado teria se aproximado por trás e desferido três golpes de faca nas costas de Gleydson. Em seguida, fugiu do local em um veículo.
A vítima chegou a ser colocada em uma ambulância do posto de saúde e levada em direção ao Hospital Regional de Araguaína, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante o trajeto.
Júri reconhece motivo fútil e ataque que dificultou defesa
Durante o julgamento, a defesa pediu a absolvição de Yago por falta de provas. A tese, porém, foi rejeitada pelos jurados.
Por maioria, o Conselho de Sentença reconheceu que o réu foi o responsável pela morte de Gleydson e confirmou duas qualificadoras: motivo fútil e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.
Com a decisão dos jurados, o juiz Luatom Bezerra Adelino de Lima, responsável por presidir a sessão, fixou a pena em 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão.
A pena-base foi aumentada em razão dos maus antecedentes do condenado e de uma condenação definitiva anterior relacionada à posse de arma de fogo. A qualificadora do motivo fútil também teve peso no cálculo final da punição.
Condenado seguirá preso
O magistrado determinou que a pena seja cumprida inicialmente em regime fechado e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.
Na decisão, o juiz considerou que permanecem os fundamentos que levaram à prisão preventiva de Yago, que já está detido há quase dois anos.
O homicídio qualificado é considerado crime hediondo. A defesa ainda pode recorrer da sentença.