Crime aconteceu dentro do campus da UFT, em Miracema, no mês de março. .
Notícias do Tocantins - Um homem foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) por crimes de estupro e cárcere privado contra uma estudante nas dependências da Universidade Federal do Tocantins (UFT), campus de Miracema.
De acordo com a 1ª Promotoria de Justiça de Miracema, o caso mais recente ocorreu no dia 12 de março de 2026, por volta das 22h20, após o término de uma aula. A vítima foi abordada pelo acusado dentro do prédio administrativo da universidade. Conforme os autos, ele trancou a porta do local, impediu a saída da estudante e, mediante violência, praticou atos libidinosos e conjunção carnal sem consentimento.
A denúncia aponta ainda que vítima e acusado já mantiveram um relacionamento por cerca de dois anos, encerrado após episódios de comportamento possessivo. Segundo o Ministério Público, durante esse período também teria ocorrido outro episódio de violência sexual.
O promotor de Justiça Rodrigo de Souza destaca que laudos periciais e depoimentos colhidos no inquérito policial indicam a materialidade dos crimes e os indícios de autoria. Após o fato mais recente, o denunciado ainda teria enviado mensagens à vítima enquanto ela estava na Delegacia.
O investigado foi denunciado por dois crimes de estupro (artigo 213 do Código Penal) e por cárcere privado (artigo 148, §1º, V), com aplicação da Lei Maria da Penha.
Falhas de segurança
Na mesma manifestação, o Ministério Público requisitou providências à direção do campus da UFT após o inquérito apontar falhas na segurança da instituição que podem ter contribuído para o crime.
Entre as medidas solicitadas estão informações sobre o controle de chaves das dependências, eventual substituição de fechaduras, implantação de monitoramento eletrônico, criação de protocolos para casos de violência e treinamento contínuo dos vigilantes.
Acompanhamento da vítima
O MPTO também solicitou o encaminhamento da estudante para atendimento psicológico e social pela rede de assistência, com foco na recuperação emocional.
O caso será analisado pelo Judiciário, que decidirá sobre o recebimento da denúncia e o andamento da ação penal.