Palmas

Homem receberia R$ 1,5 mil de traficantes presos na CPP de Palmas para armazenar droga

Ação da polícia ocorreu no Jardim Aureny III nesta quinta-feira, 17.

Por Redação
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17/09/2020 16h22 - Atualizado há 1 mês
Droga apreendida

Um homem supostamente ligado a uma facção criminosa que atua no Tocantins e que seria pago por traficantes para armazenar drogas em Palmas foi preso por tráfico durante operação policial realizada nas primeiras horas desta quinta-feira (17).

A operação denominada 'Jericó' foi deflagrada no Jardim Aureny III, na região sul da Capital, e também apreendeu cerca de 1,5 kg de cocaína pura e 400 gramas de skunk. Grande parte da droga já estava separada em pequenas porções e prontas para venda.

As investigações da polícia revelaram que traficantes presos na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP) conseguem, de dentro da prisão, oferecer vantagens para que pessoas armazenem as drogas.

O homem preso na operação informou, inclusive, que receberia R$ 1.500 pelas drogas guardadas e que deveria apenas mantê-las em segurança para então receber os valores. Contudo, a ação da polícia foi mais rápida.

A operação

Conforme o delegado-chefe da 1ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (1ª Denarc), Enio Walcácer de Oliveira Filho, a ação é um desdobramento da operação ‘Hidra de Lerna’, desencadeada nas últimas semanas em Palmas e que já culminou na prisão de vários traficantes e na apreensão de vários quilos de drogas.

Segundo o delegado, as investigações têm sido realizadas com base em informações apuradas pelas equipes da Divisão Especializada de que agentes externos ao presídio estariam sendo cooptados por líderes de organizações criminosas e associações voltadas para o tráfico que se encontram presos na CPP de Palmas.

O delegado relata que, com o aprofundamento das investigações realizadas em decorrência das prisões feitas pela Denarc nas últimas semanas, os policiais civis descobriram que as drogas estariam armazenadas em um ponto situado no Jardim Aureny III, em Palmas, em uma residência identificada pelos altos muros que possui.

Dessa forma, a equipe da Denarc passou a monitorar o local e constatou a veracidade das informações.  

A operação foi realizada em parceria com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO).

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