Caso chocante

Mãe e cinco homens são indiciados por série de abusos contra criança de 11 anos no Tocantins

Investigação aponta que mãe tinha conhecimento e não impediu os abusos.

Por Redação
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08/05/2026 13h45 - Atualizado há 1 mês
Crime ocorreu em Palmeirópolis.

Notícias do Tocantins - Uma sequência de abusos sexuais contra uma criança de 11 anos resultou no indiciamento de seis pessoas — incluindo a própria mãe — após a conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Tocantins, por meio da 96ª Delegacia de Palmeirópolis. O caso, considerado de extrema gravidade, integra a Operação Caminhos Seguros, de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Joadelson Rodrigues Albuquerque, os crimes ocorreram ao longo de 2025, quando a vítima tinha apenas 11 anos, e foram praticados por vários homens que sabiam da idade da criança.

As investigações começaram após relatos do Conselho Tutelar de Palmeirópolis, reforçados por atendimentos realizados por profissionais de saúde, que identificaram sinais de violência. Os indícios apontaram que a criança vinha sendo submetida a sucessivos abusos e que a mãe tinha conhecimento dos fatos, mas não adotou medidas para impedir as práticas.

“Chama a atenção nesse caso o fato de que tanto os adultos quanto dois adolescentes que também praticaram atos libidinosos com a vítima afirmarem que tudo foi consentido pela mãe da criança”, afirmou o delegado.

Durante a apuração, testemunhas e investigados foram ouvidos. A vítima prestou depoimento com acompanhamento psicológico, em procedimento especial de proteção, e o inquérito reuniu laudos periciais que reforçaram os indícios dos crimes.

Ao final, cinco homens adultos e a mãe da criança foram indiciados por estupro de vulnerável. Em relação aos dois adolescentes, foram registrados atos infracionais análogos ao mesmo crime.

Prisão e medidas cautelares

O delegado representou pela prisão de todos os envolvidos, mas apenas a mãe teve a medida decretada. Ela permaneceu presa por dois meses para não interferir nas investigações. Após ser colocada em liberdade, foi proibida de manter contato com a vítima, que foi encaminhada a um lar substituto.

Segundo a autoridade policial, a responsabilização dos envolvidos é fundamental para preservar a integridade da criança. “A idade da vítima afasta qualquer possibilidade de consentimento, sendo o estupro presumido. A mãe também foi indiciada por descumprir o dever de cuidado e proteção”, destacou.

O delegado ressaltou ainda que a pena para o crime pode chegar a 18 anos de prisão. “Esse caso evidencia o esforço das forças de segurança em identificar e responsabilizar autores de crimes que causam profunda repulsa social. É essencial que pais e responsáveis estejam atentos ao dever de proteção para evitar situações como essa”, concluiu.

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