Suposto esquema de corrupção

Mais um ex-secretário da Educação do Tocantins entra na mira da Operação Overclean

Ação investiga fraudes em licitações e desvio de emendas parlamentares.

Por Auro Giuliano | AF Notícias 1.360
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06/11/2025 13h08 - Atualizado há 1 mês
Danilo de Azevedo é o atual secretário municipal de Educação de Sumaré (SP)

Notícias do Tocantins - A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (6/11), um mandado de busca e apreensão em Sumaré (SP) contra Danilo de Azevedo Costa, atual secretário municipal de Educação da cidade e ex-titular da Seduc no Tocantins. A ação é um desdobramento da 8ª fase da Operação Overclean, que apura um esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos firmados no Tocantins.

A medida foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e integra uma ofensiva iniciada pela PF na última sexta-feira (31/10), com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que teria movimentado valores milionários por meio de propinas ligadas a emendas parlamentares e contratos com órgãos públicos da área da educação.

De acordo com a PF, esta nova fase da investigação tem como foco um contrato de mais de R$ 16 milhões firmado entre a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e uma empresa de dedetização, suspeito de ter sido utilizado em um esquema de desvios de recursos e pagamento de propinas com verbas oriundas de emendas parlamentares.

Durante a fase anterior da operação, dois ex-integrantes da Secretaria da Educação do Tocantins foram presos: Éder Martins Fernandes, ex-secretário-executivo da pasta, e Danilo Pinto da Silva, servidor público. Ambos foram detidos sob suspeita de obstrução das investigações, mas tiveram a prisão revogada posteriormente pelo STF, que manteve medidas cautelares e o sigilo das apurações.

Além de Danilo de Azevedo Costa, a 8ª fase da Overclean também atingiu outros ex-gestores e servidores que ocuparam cargos estratégicos em administrações públicas de diferentes estados, entre eles:

  • Claudinei Aparecido Quaresemin, sobrinho do ex-governador Mauro Carlesse e ex-secretário de Parcerias e Investimentos do Tocantins;

  • Itallo Moreira de Almeida, ex-diretor da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia;

  • Luiz Cláudio Freire de Souza França, advogado e secretário-geral do partido Podemos.

Os investigados podem responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

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Passagem pelo governo do Tocantins

Danilo de Azevedo Costa assumiu o comando da Secretaria de Educação, Juventude e Esportes do Tocantins (Seduc) em outubro de 2021, durante o governo interino de Wanderlei Barbosa (Republicanos), após o afastamento do então governador Mauro Carlesse (Novo).

À época, Danilo era secretário-executivo da pasta e assumiu interinamente a chefia após a saída de Adriana Aguiar, que deixou o governo em meio ao rompimento político com Carlesse. Pouco tempo depois, ele foi substituído pelo ex-prefeito de Palmeirópolis, Fábio Vaz, que assumiu a titularidade da Seduc.

Antes de atuar na educação, Danilo também trabalhou no Ruraltins, onde exerceu o cargo de diretor de Empreendedorismo Rural.

Segundo a Polícia Federal, a suposta organização criminosa teria se estruturado em torno de contratos públicos da área educacional, beneficiando empresas e servidores por meio de pagamentos ilícitos. Documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos durante as buscas serão periciados para reforçar as provas já reunidas nas fases anteriores da investigação.

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