Br-153

Motorista acusado de dirigir bêbado e matar pai e bebê vira réu na Justiça em Araguaína

Segundo o MPTO, motorista dirigia alcoolizado, em pista molhada e com pneu careca.

Por Redação
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14/01/2026 08h17 - Atualizado há 3 semanas
Pai e filho morreram no local do acidente

Notícias de Araguaína – A Justiça do Tocantins tornou réu o motorista acusado de provocar a tragédia que matou um pai e um bebê de apenas dois meses na BR-153, em Araguaína. O Ministério Público do Tocantins (MPTO) denunciou Lucas Rodrigues Monteiro por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado, denúncia que foi recebida nesta terça-feira, 13, e já tramita na 1ª Vara Criminal de Araguaína.

O crime ocorreu na manhã de 14 de dezembro, por volta das 10h50, quando Lucas Rodrigues conduzia um Ford Ka e colidiu violentamente contra a motocicleta onde estavam um homem, seu filho recém-nascido e a mãe da criança. Pai e bebê morreram no local. A mãe sobreviveu à colisão.

A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Guilherme Cintra Deleuse, da 4ª Promotoria de Justiça de Araguaína, aponta que o motorista dirigia sob influência de álcool, em pista molhada e com um dos pneus dianteiros em estado crítico de desgaste, conhecido como “careca”. Segundo o MPTO, ele invadiu repentinamente a faixa da direita e atingiu a traseira da motocicleta, sem dar qualquer chance de reação às vítimas.

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Qualificadoras

Diante das circunstâncias, o Ministério Público atribuiu aos crimes as qualificadoras de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e de perigo comum, já que a conduta do motorista colocou em risco outros usuários da rodovia. O órgão também sustenta que houve dolo eventual, ou seja, o acusado assumiu o risco de provocar o resultado fatal ao adotar uma condução extremamente perigosa.

A denúncia ressalta ainda que Lucas Rodrigues é mecânico de automóveis, o que reforça seu pleno conhecimento sobre os riscos de trafegar com pneus em más condições. Consta também que, após o acidente, ele tentou fugir do local, sendo impedido por pessoas que presenciaram o fato até a chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Atualmente, o motorista permanece preso preventivamente e deverá ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, respondendo por crimes dolosos contra a vida, que preveem penas mais severas.

Motorista do carro foi preso no local do acidente

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